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Teatro Nacional ganha verba para revitalização

GDF captou R$ 33,4 milhões para a reforma. Projeto prevê restauração da Sala Martins Pena

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Camilla Germano
redacao@grupojbr.com

Após cinco anos de espera, as restaurações do Teatro Nacional Cláudio Santoro devem recomeçar. O espaço está fechado desde 2014 e, ontem, o Governo do Distrito Federal, em conjunto com o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), anunciou que conseguiu R$ 33,4 milhões para iniciar as intervenções no local.

A princípio, o projeto prevê a restauração completa da Sala Martins Pena, de acordo com o projeto do arquiteto Ismael Solé, já aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A sala foi inaugurada em 1966 e possui capacidade para 407 pessoas. O espaço é ideal para espetáculos de teatro, dança e música e, apesar de ter menos assentos, é a maior do teatro, com cerca de 500 m².

Entre os reparos, serão feitas mudanças de acessibilidade, segurança, acústica, iluminação cênica, além de reformas nas poltronas, no palco e no piso. Serão realizadas também melhorias no foyer e até mesmo na cafeteria que atende ao espaço. Os paineis de Athos Bulcão nas áreas internas e externas e o paisagismo de Burle Marx também serão recuperados.

Importância

“Este é um projeto grandioso, que, quando concluído, transformará a Martins Pena em uma das mais modernas salas do país”, explica Adão Cândido, Secretário de Cultura e Economia Criativa. Ele pontua também que a proposta da secretaria foi a contemplada entre um total de 1.323 sugestões. “Isso mostra a importância do Teatro Nacional e, principalmente, nosso empenho para cumprir este compromisso com a sociedade do Distrito Federal. É uma enorme vitória de toda a gestão”, diz.

Cândido afirma ainda que a reabertura do Teatro Nacional Cláudio Santoro é uma prioridade para todo o GDF. Desde 15 de outubro de 2019, um grupo executivo criado pelo governador da capital Ibaneis Rocha já trabalha no projeto básico para embasar a licitação que será lançada para execução das intervenções. A expectativa é que o pregão seja anunciado já em dezembro.

Para o urbanista Frederico Flósculo, a revitalização do espaço é muito importante para o cenário cultural de Brasília. No entanto, ele ressalta que existem problemas estruturais que vão além aos reparos interiores. “O teatro é a joia de Oscar Niemeyer, mas é um prédio complicado. Para mim, é um edifício doente e precisa de diagnóstico em vários pontos”, pontua.

Segundo o professor, um estudo para entender a situação estrutural do prédio deveria ter sido feito há bastante tempo. “Os principais problemas que o local enfrenta hoje são a falta de investimentos e também o preconceito com a cultura”, finaliza.

Saiba mais

O Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) é um fundo de natureza contábil, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, criado em 1988 para gerir recursos procedentes das multas e condenações judiciais, danos ao consumidor, entre outros.

Os valores são utilizados para financiar projetos de órgãos públicos e entidades civis que queiram reparar danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico.

Para financiar projetos até o final de 2019, o FDD tem R$ 714 milhões. Mais de 80% desse montante é oriundo de multas aplicadas em ações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).


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