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São Sebastião é cidade destaque por respeito ao pedestre

De acordo com pesquisa, o indicador de respeito ao pedestre de São Sebastião chegou a 83,2%, valor superior à média geral do DF, que chegou a 57,5%

Aline Rocha

Publicado

em

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília
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Da Redação
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Um estudo realizado pelo Professor pesquisador do Campus São Sebastião do Instituto Federal de Brasília (IFB), Jonas Bertucci e participação de estudantes do ensino médio, com financiamento do programa de PIBIC-EMI (Edital 13/2018/RIFB-CNPq) analisou todas as 56 faixas de pedestres mapeadas em São Sebastião para avaliar o respeito à faixa de pedestres na região administrativa.

Para que a pesquisa fosse realizada, foi aplicada metodologia estabelecida pela ONG Rodas da Paz, com o uso de formulário de coleta de dados para a análise do comportamento e características de pedestres e motoristas, permitindo a comparabilidade com os resultados gerais do Distrito Federal (DF).

As faixas foram analisadas de acordo com a posição georreferenciada fornecida pelo Detran-DF, resultando um total de 1.119 travessias, 2.573 pedestres e 2.372 veículos durante quatro meses de coleta de informações. O formulário foi aplicado em dias úteis durante uma hora por faixa pesquisada com estratificação de horários (manhã, tarde e noite; horários de pico e não pico).

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De acordo com os resultados da pesquisa, o indicador de respeito ao pedestre de São Sebastião chegou a 83,2%, valor superior à média geral do DF, que chegou a 57,5%. Esse valor indica que 83,2% dos pedestres atravessaram a faixa sem que nenhum veículo passasse sem parar.

O maior número de veículos observados que passaram sem parar para o pedestre em sequência foi de 3 (na pesquisa geral do DF, foram observados casos em que mais de 10 veículos passavam antes que o pedestre conseguisse atravessar) e foram observadas situações de risco em 6,4% das travessias (frente à 12,9% no DF).

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É provável que fatores como limites de velocidade média mais baixos na cidade, existência de pardais próximos às travessias e faixas de rolamento estreitas em São Sebastião estejam associados a um maior nível de respeito ao pedestre.

Apesar dos pedestres terem feito o “sinal de vida” em 73,0% das travessias, o indicador de respeito permanece estatisticamente igual quando o pedestre faz o sinal ou não, corroborando resultados anteriores que indicam a pouca efetividade do gesto em relação ao comportamento do motorista.

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Além disso, verifica-se um comportamento de autopreservação do pedestre, com maior incidência do gesto em vias de maior velocidade. Ao observar o indicador de respeito em relação ao gênero do pedestre, não foi constatada diferença significativa entre homens e mulheres.




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