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Cidades

Pouco menos de 10% dos PMs do DF foram testados para covid-19

Documento obtido via Lei de Acesso à Informação afirma que, até 7 de julho, quatro policiais faleceram por complicações relacionadas à doença

Olavo David Neto

Publicado

em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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A taxa de confirmações de exames na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para a covid-19 ultrapassa 9%. Até 26 de maio, a corporação testou 1.876 agentes da ativa, e 181 deles tiveram infecções relacionadas ao novo coronavírus diagnosticadas. Um documento obtido via Lei de Acesso à Informação afirma que, até 7 de julho, quatro policiais faleceram por complicações relacionadas à doença. O número de testes mal chega a 10% dos 10.186 agentes da ativa divulgados pela força como efetivo total da PMDF.

A instituição ainda ressaltou que 953 dos exames realizados pela Diretoria de Assistência Médica (DAM), entre 16 de abril e 24 de junho, foram da modalidade “rápida” – com 27 casos positivos e 926 descartados -, e outros 849 testes RT-PCR, ou “swab”, mais precisos – dos quais 118 atestaram infecção e outros 731 foram desconsiderados. O Sistema de Saúde Esculápio e as testagens nos prestadores de serviço da corporação – terceirizados das áreas de limpeza e tecnologia, por exemplo – contam 74 exames, com 36 confirmações.

Pode haver incremento no saldo de óbitos dentro da tropa, já que, no sábado (18), o sargento Ranulfo Roberto Batista de Araújo faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante. Sobre o falecimento do sargento, a corporação afirmou que não saberia “precisar a causa da morte”, mas, logo em seguida, negou saber “onde ele poderia ter contraído a doença”. O caso de Ranulfo trouxe à tona o compartilhamento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) entre agentes da tropa.

Segundo as informações de colegas do policial, ele apresentou sintomas e, ainda assim, fez parte do destacamento que policiou manifestações na Esplanada dos Ministérios no início do mês. Questionada sobre o tema, a Polícia Militar não se manifestou. Até 12 de março, apenas 21 casos foram registrados nos quadros da PMDF, número nove vezes menor que o atual.

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Inconsistências

Apesar da resposta, os números não batem com outro pedido feito pelo Jornal de Brasília ainda no início de maio. Na ocasião, foram divulgadas informações – limitadas ao quinto dia do mês – que mostravam que cerca de 300 servidores da corporação apresentaram atestados ligados à covid-19, mesmo que não houvesse diagnósticos. Foram computados, portanto, os afastamentos com base em problemas respiratórios agudos, principal sintoma de infecção pelo novo coronavírus.

Na solicitação respondida em maio, os militares apresentaram dados do Hospital Maria Auxiliadora, no Gama, único conveniado com a instituição para tratamento da tropa. Lá, até a primeira terça-feira de maio, 45 exames rápidos foram realizados, com oito confirmações. Também na rede credenciada se registrou a única morte em decorrência da covid-19 na tropa até então. No mesmo período, 69 exames de sangue resultaram em negativo para a doença.

Desta vez, não houve registro das instituições parceiras da PMDF. Questionada, a corporação também não respondeu, assim como o Hospital Maria Auxiliadora, a quem a reportagem pediu números de atendimentos a militares na instituição.




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