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PCDF fecha o cerco contra mentor de ataques a bancos

Trata-se de José Carlos Leite, dono do maior lava a jato de Águas Claras. O local é conhecido por atender Ferraris, Porsches e outros carros de luxo

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Divulgação/PCDF
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A Polícia Civil (PCDF) prendeu, na manhã desta segunda-feira (25), uma organização criminosa especializada em ataques a bancos. O líder do grupo é José Carlos Lacerda Estevam Leite, um empresário de 40 anos dono do maior lava a jato de Águas Claras. O estabelecimento é conhecido por atender Ferraris, Porsches e outros veículos de luxo.

Carlos ainda está sendo procurado. A PCDF pede que, caso alguém tenha informações, denuncie para o Disque 197.

Foto: Divulgação/PCDF

De acordo com as investigações, o acusado recrutava assaltantes de vários estados, demandava funções e organizava um grupo para os ataques aos bancos. O homem faturou R$ 3 milhões com os crimes.

Carlos também usava um filho e cinco funcionários para nomear empresas e veículos usados na lavagem de dinheiro. O lava a jato de Águas Claras, inclusive, está no nome de um funcionário.

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Estabelecimento é famoso por atender veículos de luxo. Foto: Divulgação/PCDF

Ataques

O verdadeiro dono do lava a jato planejou e coordenou quatro ataques a agências do Banco do Brasil nos últimos dois anos. Foram eles:

  • Agência de Teixeira de Freitas/BA: furto consumado, estimado em R$ 1.114.748,40 (um milhão, cento e quatorze mil, setecentos e quarenta e oito reais e quarenta centavos), no dia 29 de novembro de 2019;   
  • Agência da Zona Industrial Tupy/SC: roubo tentado, com o uso de arma de fogo, no dia 14 de abril de 2020;  
  • Agência de Borba/AM: furto tentado, no dia 18 de abril de 2020; 
  • Agência de Anápolis/GO: furto consumado, estimado em, aproximadamente R$ 924 mil, no dia 25 de abril 2020.  

Prisões

Além do dono do maior lava a jato de Águas Claras, foram presos outros seis suspeitos de integrar o grupo criminoso. Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram realizados em  Águas Claras, Ceilândia, Taguatinga e na cidade de Joinville, em Santa Catarina. O suspeito que se encontrava no estado catarinense foi trazido de helicóptero. No momento da prisão, ele portava uma pistola Glock com numeração raspada.

O suspeito é procurado preso na fase 2 da Operação Sentinela. Na primeira fase, no dia 4 de maio, a PCDF já havia desmantelado a quadrilha montada pelo homem no DF, que atuava alterando sistemas de alarmes de agências do Banco do Brasil para efetuar roubos, facilitando, assim, a abertura de cofres das unidades.

Mais de 10 anos de crimes

Carlos é reincidente em ataques a banco. Em 2009, foi preso no âmbito da “Operação Labirinto”, deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe (PCSE). À época, a polícia sergipana comprovou a participação do investigado em ataques a banco nas cidades pernambucanas de Paulista, Goiana e Igaraçu, de onde foram levados R$ 800 mil, e em alguns municípios da Bahia.

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Em Sergipe, o grupo do investigado atuou nos municípios de Aracaju, Porto da Folha, Nossa Senhora das Dores e Própria. Naquela operação, os cheques apreendidos pelo grupo somaram quase R$ 1 milhão.

No ano seguinte, o acusado, cumprindo prisão domiciliar, articulou o ataque à agência do Banco do Brasil do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), de onde foram levados R$ 44 mil.

Em 2012, o homem foi preso em flagrante atacando caixas eletrônicos de agência do Banco do Brasil de Taguatinga-DF. Já em 2014, o empresário foi preso em flagrante arrombando caixas eletrônicos na rodoviária de Salvador.

Três anos mais tarde, o investigado foi preso em João Pessoa-PB após ataque a cofre em agência de Recife-PE.  

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