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Pandemia: com lojas fechadas, aumentam os furtos

Com menor circulação de pessoas, W3 Sul registrou três arrombamentos

Vítor Mendonça

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Em três semanas, três lojas do comércio da W3 Sul foram arrombadas. As ocorrências aconteceram entre as quadras 511 e 512 da via – pouco movimentada devido à quarentena instalada em decorrência do novo coronavírus. O mais recente estabelecimento acometido pela invasão foi a loja de José Carlos Magalhães, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-DF), especializada em balanças e itens de refrigeração. Os furtos anteriores foram de uma loja de ferragens e outra com materiais de informática.

De acordo com o que relatou José Carlos ao Jornal de Brasília, as câmeras de segurança registraram a ação de criminosos por volta das 2h10 de ontem. “Eles puseram cobertores e colchão no chão e se embrulharam como se fossem pessoas em situação de rua. Daí colocaram uma madeira por cima como se fosse uma casinha e usaram para camuflar e arrombar a porta. É como se estivessem dormindo, mas na realidade estão com o pé de cabra trabalhando naquilo”, des creveu.

“A empresa de segurança chegou muito rápido e a polícia também chegou muito rápido. Mas infelizmente, nenhum dos dois conseguiu encontrar quem arrombou. Fizemos a ocorrência e mandarão uma equipe para a perícia”, afirmou o presidente da CDL-DF. O tipo de crime trata-se de mais um dos prejuízos que os lojistas terão de arcar neste momento de pandemia, em que os comércios estão fechados. “E o comércio, quando voltar, não vai ser de forma rápida; vai voltar devagar até porque nós comerciantes temos de ter consciência de não ter as lojas cheias para dar segurança aos clientes e funcionários”, complementou.

Apesar das recentes reformas e da nova iluminação instalada, segundo José Carlos, as condições não são empecilho para criminosos. “Essas pessoas [que arrombam as lojas] sabem que poucos estabelecimentos estão abrindo, outros estão abrindo com poucos funcionários, que estão fechando mais cedo e abrindo mais tarde, e há poucas pessoas na rua. Esse momento então se torna propício para fazer esse tipo de crime, o que é um absurdo”, opinou o comerciante.

De acordo com o delegado-chefe da 1ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal (Asa Sul), João Ataliba, este tipo de crime é comum na região, mas que a quarentena pode ter influenciado na ação dos criminosos na localidade. “A percepção que tenho nos últimos três anos é que estes tipos de furto são feitos por moradores de rua ou dependentes químicos para alimentar o consumo de drogas. Talvez a menor circulação possa influenciar sim, uma vez que não há tantas pessoas para subtrair produtos na rua, e então partiram para o comércio”, analisou.

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De fato a criminalidade contra pedestres caiu no Plano Piloto. De acordo com as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), os roubos a transeuntes caíram em 100 casos de fevereiro para março deste ano. Enquanto o segundo mês registrou 147 ocorrências do tipo, apenas 47 aconteceram no mês passado – quase 70% menor. Em janeiro, foram catalogadas 100 infrações na mesma tipologia criminal.

“Faltam oportunidades agora [para os criminosos]”, disse o delegado Ataliba. “As orientações que passamos permanecem as mesmas. Se possível, aumentar o sistema de segurança: reforçar o sistema de travas das portas dos estabelecimentos, instalar alarmes e câmeras de segurança para monitoramento. Algumas empresas, por exemplo, contrataram também, além de tudo isso, segurança particular para vigiar a rua”, sugeriu.


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