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Mulher é morta a facadas pelo marido, que ainda tenta suicídio

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Douver Barros
douver.barros@jornaldebrasilia.com.br

Mais um crime bárbaro entra para as estatísticas de casos de feminicídio no Distrito Federal. Por volta da 1h50 desta terça-feira (20), Eliane Vieira de Paula, 42 anos, foi esfaqueada pelo marido durante uma discussão, na QNO 2, em Ceilândia Norte. Após matar a mulher, B.J.P., 57 anos, tentou suicídio ao cravar a mesma faca no próprio pescoço.

Um vizinho ouvido pela Polícia Civil informou ter ouvido gritos e batidas nas portas vindos da residência do casal. Cerca de cinco minutos depois, Eliane bateu à porta do vizinho para pedir socorro. O homem deu abrigo para a mulher, que sangrava bastante e estava em desespero. O marido de Eliane vinha logo atrás, afirmando que queria se matar.

A testemunha contou que ainda tentou conter o agressor, mas não conseguiu. Foi nesse momento que J.B.P. desferiu um golpe de faca no pescoço de Eliane e depois a esfaqueou no tórax. Eliane morreu ainda naquele local. O vizinho continuou o depoimento afirmando que não conseguiu impedir o crime por temer a própria vida, já que o autor estava “transtornado” e armado com uma faca.

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O homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado, em estado grave, ao Hospital Regional de Ceilândia. O caso é investigado pela 24ª Delegacia de Polícia, no Setor O, em Ceilândia.

Feminicídio

O feminicídio foi incluído há mais de um ano no rol de crimes hediondos, com a lei nº 13.104/2015. Segundo o Instituto Avante Brasil, 70% das mulheres brasileiras já foram vítimas de violência física ou sexual cometido por um parceiro íntimo. De acordo com números do Mapa da Violência edição de 2015, entre entre 1980 e 2013, 106 mil mulheres morreram vítimas de homicídio.

A punição é somada com a Lei Maria da Penha e com políticas públicas, que visam coibir e prevenir os atentados. No DF, foi criado o Núcleo de Enfrentamento ao Feminicídio. O objetivo é desenvolver programas de prevenção, investigar, processar e julgar a morte violenta de mulheres, travestis e transexuais identificadas com o gênero feminino.

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