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Mais da metade dos chefes de domicílio do entorno trabalham no DF

Relatório de empregabilidade da região metropolitana de Brasília aponta que 55,3% da principal renda entre as família vem da capital

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Cezar Camilo
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A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da região metropolitana do Distrito Federal demonstrou que o desemprego é mais vigoroso no entorno: 25,6% de desempregados em outubro, comparados a 18,5% no DF. São 67% da população economicamente ativa da região periférica ocupada. Dentre estes, 55,3% dos chefes de domicílio, aqueles com a principal renda da casa, trabalham na capital.

O relatório elaborado mensalmente para o DF passa a abranger os dados de 12 municípios do entorno que compõem uma espécie de “metrópole funcional”. É a primeira vez que a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elabora este tipo de levantamento. A estréia foi apresentada ontem (25), por videoconferência.

“No mês de outubro de 2020, o contingente de desempregados foi estimado em 295 mil pessoas, 7 mil a mais que o observado no mês anterior. A taxa de participação – proporção de pessoas com 14 anos e mais incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 62,7% para 63,6%”, detalhou o relatório oficial.

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A Área Metropolitana de Brasília é composta pela integração do Distrito Federal com a denominada Periferia Metropolitana de Brasília: Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso. Alguns destes municípios ainda contam com Distritos, o que totaliza 4.280.390 habitantes – 918 mil pessoas em idade ativa.

Segundo a pesquisa, o total da População Economicamente Ativa (PEA) na área metropolitana corresponde a 615 mil pessoas, cerca de 450 mil estão trabalhando. Destas, mais de 200 mil exercem suas funções no DF – 42% da mão de obra. No total, 53% dos trabalhadores se deslocam até a capital ou prestam serviços em outras cidades que compõem o entorno. “A pesquisa é importante pra gente entender o perfil das pessoas que trabalham aqui, uma grande maioria é a principal fonte de renda de suas famílias”, destacou o presidente da Codeplan, Jean Lima.

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Segundo a Lei (nº 13.683, de 2018), a região representa a expansão contínua da malha urbana da capital, conectada pela integração dos sistemas viários e integração dos setores habitacionais. Também são consideradas, a estrutura industrial e a oferta de serviços. Nesta última atividade, estão concentradas o maior contingente de ocupação: 55,6% dos trabalhos no entorno. Seguido de comércio e reparação, com 23,3%, e construção (10,6%).

O contingente de trabalhadores sem carteira assinada é o dobro se comparado ao Distrito Federal – 12,5% da PEA da região periférica e 7,2% no DF, em outubro. Acontece o mesmo para o trabalho doméstico, 10,2% das ocupações no entorno e 5,8% entre os residentes da capital. O setor público das duas regiões também contrastam, 22,6% ocupam cargos em Brasília e 9,9% trabalham em setores públicos dentros dos municípios.

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A pesquisa leva em consideração a administração pública direta e indireta, no âmbito Federal e Distrital. Na administração direta estão os estatutários e na indireta os celetista. “Aqui no GDF, portanto, o setor de serviços vai além da expressiva participação do setor público. Temos os serviços no âmbito do setor privado”, explica o diretor de estudos e pesquisas da Codeplan, Jusçânio Umbelino.




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