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Lojistas querem baixar aluguéis

Shoppings do Distrito Federal têm negociado, caso a caso, os valores cobrados pelas locações dos imóveis

Catarina Lima

Publicado

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Os comerciantes que têm lojas em shoppings centers contam com segurança, lugar agradável, estacionamento para clientes, estrutura para alimentação e higiene. Em contrapartida, estes empresários pagam altos aluguéis, taxas de condomínio, fundo de promoção – propaganda das lojas do empreendimento – e percentual sobre o faturamento. Depois de 69 dias de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus, muitos lojistas não estão conseguindo arcar com todos esses encargos.

De acordo com o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, desde que o comércio de rua e de shoppings foi reaberto, mais de 380 lojas não conseguiram voltar a funcionar. Os donos dos estabelecimentos alegam que não têm condições de pagar aluguéis atrasados, salários dos funcionários e impostos diversos. “Essas 380 lojas fechadas representam quase duas mil pessoas desempregadas, o que é preocupante porque segundo dados da Companha de Planejamento do DF (Codeplan) o DF já tem 33 mil desempregados”, avaliou Edson.

O Conjunto Nacional, que conta com mais de 300 lojas, informou por meio de sua assessoria que não emitiu cobrança de aluguel mínimo proporcional ao período em que o estabelecimento permaneceu fechado e destacou que os custos de condomínio e do fundo de promoção sofreram redução de valores neste período.

“Seguimos com o compromisso de reduzir ao máximo os custos condominiais para os operadores. O shopping reitera, ainda, que as cobranças apresentadas foram referentes às despesas necessárias para proporcionar as condições mínimas para o funcionamento do complexo de lojas e a segurança de todos que frequentam o nosso shopping, entre clientes, lojistas e colabores”, finaliza a nota.

A administração do JK Shopping informou que as negociações com os lojistas estão sendo feitas caso a caso. O mesmo disse o Pátio Brasil. Sebastião Abritta, também membro do Sindivarejista, informou que o aluguel de uma loja no subsolo do Conjunto Nacional, onde se concentra o comércio de móveis, custa entre R$ 55 e R$ 70 mil, a depender do tamanho. Já o valor do condomínio, segundo ele, numa loja de shopping em Brasília pode custar entre R$ 50 a R$ 100 reais o metro quadrado.

“Os shoppings estão operando com 40% da capacidade e os pedidos de negociação de dívidas por parte dos lojistas estão chegando à administração dos empreendimentos separadamente. As negociações têm ocorrido de acordo com a realidade de cada empresário. Nós estamos pedindo que os shoppings tenham paciência”, explicou Abritta.

Ainda segundo Edson de Castro, a pandemia do coronavírus fez com que o comércio do DF deixasse de faturar até agora R$ 450 milhões que foram retirados do consumo. Ele alega que o desemprego desde março em lojas, bares, restaurantes, lanchonetes, cinemas e teatros atingiu 75 mil pessoas, que se juntam aos 25 mil informais que não têm a quem vender, porque estão proibidos.

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