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Cidades

Justiça do DF decide que casal tem que manter guarda compartilhada de cadela 

Ex-companheiras discordavam sobre tratamento veterinário para animal. Agora, cada uma deverá ficar 15 dias com cachorra 

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Da redação
redacao@grupojbr.com

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) manteve a decisão de primeira instância e determinou a guarda compartilhada de uma cachorra para um casal que se separou. As duas mulheres discordavam sobre o tratamento veterinário do animal da raça greyhound, que tem saúde frágil. 

De acordo com a decisão do tribunal, as diferenças de opiniões não impedem a guarda compartilhada. Cabe recurso aos tribunais superiores. 

Segundo o processo, o casal morou junto entre abril de 2013 e julho de 2017. Em fevereiro de 2015, as duas compraram uma cadela da raça Italian Greyhound Mini Galgo. 

Após a separação, as mulheres concordaram em dividir a guarda da cachorra. Inicialmente, o animal ficaria com cada uma por 15 dias. Algum tempo depois, esse prazo foi estendido por 30 dias. 

Em maio de 2019, no entanto, uma das tutoras da cadela acionou a justiça alegando que a ex-companheira não queria permitir que ela ficasse com a cachorra pelo tempo combinado.

A juíza Marilza Neves Gebrim determinou a guarda compartilhada a cada 15 dias. Além disso, ambas devem dividir custos com alimentação, remédios e transporte do animal.

A autora da ação recorreu da decisão, alegando que a ex não tratava a cadela da forma adequada. De acordo com a mulher, a ex-companheira tentou evitar a realização de procedimentos de saúde no animal e se recusou a dividir despesas da cachorra. 

A desembargadora Gislene Pinheiro de Oliveira ao analisar o caso, afirmou não perceber conduta grave o bastante por parte da autora que a impeça de ter consigo o animal de estimação, em relação ao qual, segundo a própria recorrente, criou e desenvolveu sentimento de afeto. 

Por isso, manteve a decisão que determinou a guarda compartilhada a cada 15 dias, com divisão de custos.


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