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Jovem que ficou quase 3 anos preso injustamente é solto nesta quinta (22)

Policial civil foi testemunha-chave no caso. O agente foi até a Defensoria Pública do DF contar que acreditava na inocência de Lucas Moreira de Souza

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Foto: Glaucio Dettmar
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Um jovem de 27 anos que ficou dois anos e dez meses preso no Complexo Penitenciário da Papuda foi solto nesta quinta-feira (22), por volta de meia-noite. Lucas Moreira de Souza ficou todo esse tempo preso por crimes que não cometeu.

A família do jovem esperava que ele fosse solto apenas pela manhã. Por isso, o jovem teve de caminhar da Papuda até a Rodoviária do Plano Piloto para conseguir pegar um transporte público até a casa da tia, em Ceilândia.

Lucas foi acusado de cometer cinco assaltos e uma tentativa de latrocínio nas regiões de Ceilândia e Recanto das Emas, dezembro de 2017. Na ocasião, o jovem estava na casa da tia. Pela manhã, no dia dos crimes, Lucas tomou café e foi para a rua soltar pipa. Neste momento, foi abordado e preso por policiais civis.

O jovem foi investigado em três inquéritos e condenado em dois deles. A somatória das penas chegava a quase 80 anos de prisão.

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Testemunha-chave

No ano seguinte, um policial civil que acreditava na inocência de Lucas procurou a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e pediu ajuda aos defensores para provar que o jovem não estava envolvido nos crimes.

A partir daí, a Defensoria começou a analisar o caso. A defensora Antonia Carneiro conta ao site G1 que a única prova que levou Lucas a ser preso foi um reconhecimento impreciso de uma das testemunhas dos crimes. Ela afirma também que o jovem estava, sim, tomando café com a tia na época. “Era um álibi verdadeiro, porém, infelizmente não acreditaram nele”, lamenta.

Para os defensores, houve inconsistências na investigação policial. Um ponto destacado nos crimes é que o suspeito tinha uma deficiência na perna. Lucas não tem essa deficiência. Outro fato é que o carro usado nos crimes foi visto dez dias depois de o rapaz ser preso.

Foram três anos alegando inocência, até que a gente conseguisse provar que ele estava certo”, afirma o defensor Daniel de Oliveira, também ao G1.

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Agora, Lucas pode ser solto a qualquer momento. Na terça-feira (20), o Tribunal de Justiça (TJDFT) deu cinco dias para o Ministério Público (MPDFT) dar explicações sobre o caso.




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