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Iniciativa privada assume a gestão da Torre de TV Digital

Empresa Torre Digital Flor do Cerrado vai administrar o complexo. A transferência não vai interferir na visitação pública

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A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e a empresa Torre Digital Flor do Cerrado SPE LTDA assinaram, na manhã desta quarta-feira (18) o contrato de concessão de uso, por 15 anos, do Complexo Flor do Mirante, que contempla a Torre de TV Digital. O repasse para a iniciativa privada permitirá profissionalizar a gestão do complexo, potencializar a exploração do monumento, bem como das lojas e boxes existentes, e do espaço destinado a estacionamento, que permite a realização de shows e outros eventos.

A transferência para a iniciativa privada não vai interferir na visitação pública ao espaço. De acordo com as cláusulas do contrato, a concessionária deverá assegurar a visitação ao monumento pelo público em geral, de terça a domingo, durante um período mínimo de seis horas. Segundo a concessionária, a visitação ao mirante da Torre Digital seguirá todas as normas de segurança durante a pandemia. Entre os serviços prestados pela nova gestão, estão: limpeza; segurança e vigilância; brigada; manutenção de elevadores; recepção e copa; manutenção de esgoto e geradores.

O ato de assinatura foi realizado na sede da Terracap e contou com a presença do presidente Izidio Santos e diretores, além do empresário Richard Dubois. “O ato que está sendo praticado aqui hoje demonstra mais uma vez o compromisso da Terracap com as políticas públicas do governador Ibaneis Rocha e com a população de Brasília”, disse o diretor Comercial da Terracap, Júlio César Reis. Segundo Júlio, a Terracap construiu um dos maiores monumentos desta cidade, mas não é a expertise da empresa administrar e gerir equipamentos desta natureza. “Essa é uma atividade eminentemente privada”, acrescentou.

Na oportunidade, o diretor reiterou que a empresa pública está com uma linha de projetos novos que aumentam substancialmente a participação da iniciativa privada nos negócios. Para ele, essa é uma forma interessante de modernizar e oxigenar a Terracap. “Hoje nós passamos mais um dos nossos ativos para a iniciativa privada. Tenho certeza de que o consórcio que agora irá administrar a Torre irá fazer da área um espaço especial para a nossa cidade”, finalizou.

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Concessão

A concessão do complexo renderá à Terracap pelo menos R$ 113,7 mil ao mês pelos 15 anos de contrato, além da economia com os gastos de manutenção do local. O valor será reajustado anualmente, de acordo com a variação relativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), calculado pelo IBGE.

“Mesmo nessa situação de pandemia, complicada, que todos estamos vivendo, nos encontrando de máscaras, continuamos a acreditar no futuro de Brasília. Essa onda vai passar. Acreditamos que nós podemos fazer daquela área uma oportunidade de turismo, entretenimento e, ainda, melhorar a gestão”, disse o novo administrador do complexo, Richard Dubois. E acrescentou: “Agradecemos a confiança da Terracap, que nos vê como parceiros. Seu ativo será muito bem cuidado. Vai ficar em muito boas mãos”. “Anseio que vocês consigam atribuir o uso para o qual a Torre Digital foi planejada e o governo não tem expertise para fazer”, completou o presidente Izidio, na ocasião.

O contrato assinado nesta manhã prevê a concessão sobre um terreno de 48,9 mil m². Ao todo, são oito lotes. Quatro deles estão ocupados pela Torre de TV Digital. Já os outros quatro têm grande potencial de construção, com ampla possibilidade de implantação de atividades econômicas. O ponto turístico pode abrigar um grande complexo de entretenimento, com lojas, bares, restaurantes, cinemas, entre outros. E, ainda, pode ser palco de diversos eventos culturais, shows etc.

Flor do Cerrado

Edificada com investimentos da Terracap em 21 de abril de 2012, a Torre de TV Digital de Brasília é o último projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012) executado antes de sua morte. Conhecida também como Flor do Cerrado, o complexo tem uma área de 48,9 mil metros quadrados, incluindo um estacionamento para 800 vagas. A torre tem 170 metros de altura, dos quais 120 são de concreto e outros 5o, de estrutura metálica.

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No alto da estrutura, duas cúpulas de vidro e um mirante propiciam uma das mais belas vistas da capital. O transporte dos visitantes é feito por meio de três elevadores. Além de um espelho d’água, o complexo de lazer conta com lojas e boxes em seu térreo.​

As informações são da Agência Brasília




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