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Governo se reúne com Iphan para resolver projeto de restauração do viaduto

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Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

O Governo de Brasília esteve em reunião com equipes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na tarde desta quinta-feira (10) para apresentar um novo projeto de recuperação e reforma do viaduto do Eixão Sul, que desabou no início de fevereiro. O impasse surgiu depois de o órgão criticar o antigo projeto por alterar a arquitetura original e comprometer a integridade arquitetônica e urbanística.

Segundo a assessoria de imprensa da Casa Civil, na nova proposta houve uma readequação no desenho dos pilares. “O pedido de reconsideração será apresentado formalmente até terça (15) ao Iphan, que se comprometeu a analisar a nova versão em até 10 dias após o seu recebimento”, informa, em nota.

João Stangherlin

Nesta quarta-feira (9), o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirmou que respeitava o parecer, mas defendeu o projeto de alargar os oito pilares que compõem o conjunto do viaduto. “ Se for necessário alguns ajustes, podemos ver até onde podemos ir sem comprometer o estudo técnico da Novacap e do DER”, alegou.

A argumentação central do Executivo é em relação a segurança. Por isso, temem que os engenheiros não queiram se responsabilizar caso o projeto tenha de ser modificado. “Eles não se sentiriam seguros em reproduzir o conjunto do viaduto tal qual foi concebido há 50 anos. Hoje ele cumpre papel diferenciado. O número de veículos que se estimou na época é outro atualmente. A própria norma técnica atual recomendaria outra solução para aguentar esse tráfego”, expôs.

“Não podemos impor aos engenheiros autores do projeto, que têm responsabilidade técnica, que eles façam algo com que não concordam. Portanto podemos ter um problema de ordem técnica”, completo Sampaio.

Caso o cenário seja favorável, o governo lançará neste mês o edital de licitação das obras. O cronograma para a entrega do viaduto até setembro também estará mantido. “Se houver um impasse, claro que pode impactar o cronograma. A estimativa é de que, a partir da licitação, demore em torno de quatro e cinco meses”, afirmou, ontem, Sampaio. Ao todo, o governo espera gastar R$ 15 milhões para a reforma e reconstrução do viaduto.


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