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Cidades

GDF vai ampliar ensino à distância

Aquisição de pacotes de dados deve acelerar os acessos dos 90 mil estudantes do Ensino Médio

Catarina Lima

Publicado

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A secretaria de Educação do Distrito Federal está finalizando a contratação de um pacote de dados para que alunos e professores da rede pública de ensino acessem de forma gratuita a plataforma Google Sala de Aula e, com isso, possam dispor de mais uma ferramenta de estudo e trabalho. O órgão espera que a aquisição acelere os acessos dos 90 mil estudantes do ensino médio que buscam alternativas de estudo à distância. A ideia é que as aulas mediadas sejam validadas na conta da frequência do ano letivo. Segundo a secretaria, nesta semana as aulas à distância tiveram 38 mil acessos.

A Secretaria de Educação afirma que a maior preocupação no momento é atender aos estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja a data continua mantida pelo Mistério da Educação para o mês de novembro deste ano. De acordo com a Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação (Suplav), 22.286 alunos estão matriculados no terceiro ano do ensino médico na rede pública do DF.

Embora a iniciativa da secretaria seja elogiada por muitos, sindicatos e professores temem que as aulas à distância aumentem ainda mais a desigualdade existente entre estudantes pobres e de outras classes sociais uma vez que aqueles não dispõem de condições ideais em suas residências para estudar.

Embora de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o DF seja a unida de federação mais conectada à internet – 90,3% da população com mais de 10 anos tem acesso à rede – alguns profissionais do ensino acham que muitos alunos da cidade não terão condições de acompanhar as aulas dada à distância.

O diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Samuel Fernandes, disse que muitos alunos não tem como acessar o pacote de dados a ser oferecido pelo GDF por motivos que vão desde a celulares precários que não permitem baixar o aplicativo que dá acesso às aulas até a falta de equipamentos tecnológicos – celulares, computadores e tablets. “Nossa proposta é que quando as aulas voltarem a gente discuta como fazer para recuperar o que foi perdido”, disse o professor. Samuel é favorável ao adiamento das provas do Enem.

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Lei de Diretrizes e Bases da Educação

 

O deputado Distrital e professor Reginaldo Veras (PDT) elogiou a postura da Secretaria de Educação de manter os alunos em atividade, mas alertou que as aulas à distância para que valham com frequência no ano letivo devem seguir o calendário escolar, o programa didático estipulado para o ano letivo e também a carga horário, do contrário a contabilização é proibida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, legislação que estabelece normas para a educação no país. Os estados podem legislar sobre o tema educação, mas de forma residual – não indo de encontro à LDB.

“Aqui no DF mesmo que o governo adquira um pacote de dados, será difícil a Internet chegar a alguns lugares, como por exemplo, o Sol Nascente. Acho a ideia boa como complemento ao conteúdo, não como se fosse aula presencial. Assim como Sinpro, o professor Reginaldo Veras é favorável a mudança da data da aplicação das provas do Enem. “O Enem precisa ser adiado”, frisou.

Escola para 400 crianças

Na retomada das aulas da rede pública, mais de 400 crianças da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental que moram na Estrutural – e hoje tomam transporte escolar para aprender -, vão começar a estudar perto de casa. Apesar da pandemia, a Secretaria de Educação vai entregar EC 03 da Estrutural, um espaço adaptado e cedido pela Codhab para abrigar a 684º escola da rede pública.

“A EC 3 cumpre o nosso plano de iniciar a substituição dos gastos com transporte em investimentos em escolas perto de casa”, afirma o secretário de Educação, João Pedro Ferraz. Ele acrescenta que a entrega é positiva para comunidade por oferecer novas possibilidades para as famílias. “É mais confortável e seguro para as famílias ter seus filhos estudando na mesma região onde moram”, reforça.

Foram investidos R$ 1,5 milhão no protótipo da Codhab. O prédio tem uma área total de 1.090,10 m² distribuídos em quatro andares. Esta semana, a Codhab vai dar início aos procedimentos de vistoria e obtenção de habite-se do prédio.

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A Caesb vai fazer a ligação do prédio com rede de água e esgoto do edifício e a Secretaria de Economia fará a distribuição do imóvel para a Secretaria de Educação, que será a gestora do espaço. Feito isso, a Secretaria vai solicitar a ligação da energia pela CEB.

A Estrutural conta com mais cinco unidades escolares – as EC 01, EC 02, CEF 02, CEF 03 e CED 01. Segundo dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) da Codeplan, de 2018, na RA XXV do DF, frequentam escolas 72,2% das crianças entre quatro e cinco anos.


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