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GDF remobiliza leitos e busca local para vacinas

Já foram desmobilizadas as UPAS de Ceilândia, Sobradinho, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, e a unidade contratada em Santa Maria

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Cezar Camilo
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O Governo do Distrito Federal (GDF) oficializou uma comissão para gerenciar a desmobilização e possível remobilização de leitos nos hospitais que atendem as vítimas da pandemia. A comissão tem caráter temporário e foi definida em publicação realizada ontem (24), no Diário Oficial do DF. Ela deve reunir-se semanalmente para decidir sobre a conversão, reverão ou devolução dos leitos exclusivos para covid-19 de acordo com as taxas epidemiológicas.

A taxa de ocupação de leitos adultos, o tipo mais utilizado no tratamento ao novo coronavírus, é de 34% nas Unidades de Tratamento Intensivo dos hospitais do DF. Segundo dados da Sala de Situação do portal InfoSaúde, 81,89% das ocupações duram até 15 dias. Dentre o total de 348 leitos disponibilizados para o atendimento restrito à pandemia nas UTIs, 200 estão vagos, outros 21 leitos estão bloqueados a espera de liberação.

Segundo o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez, a quantidade de leitos é confortável. “O cenário que se aproxima é de tranquilidade. Vamos ter a lista de espera nos níveis mais baixos dos últimos anos”, disse o secretário. É a penúltima fase de desmobilização, com o remanejamento parcial dos leitos disponíveis nas unidades do HRAM e do Hospital de Base do Distrito Federal.

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Já foram desmobilizadas as UPAS de Ceilândia, Sobradinho, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, e a unidade contratada em Santa Maria. A UTI convencional do 5º andar de Santa Maria também foi desmobilizada. O mesmo para o Hospital Regional de Ceilândia e a UTI 1 e 2 do Hospital Regional da Samambaia.

A captação dos recursos financeiros, bem como a aplicação destes continua sobre a competência do Gabinete de Crise e qualquer negociação deve ser remetida à SES-DF com vistas ao Fundo de Saúde do Distrito Federal. Mas novas aquisições não serão necessárias segundo secretário adjunto da pasta. “Já estamos em um processo para atender a população sem covid-19. Quando olhamos a lista de espera por leitos no tratamento intensivo, estamos com quantitativo de 42 pacientes esperando, sendo que 8 são transferências, de uma unidade para outra”, explicou Sanchez.

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“Exceto em momento de muito caos, vamos ceder espaço de enfermaria para o tratamento em UTIs”, disse o secretário adjunto ao comentar as taxas de infecção no Distrito Federal. Com 3,8 mil mortes registradas até a última segunda-feira (23), são 1.282 vidas ceifadas pela pandemia para cada um milhão de habitantes. A taxa é a maior do país, segundo pesquisa que analisou dados das Secretarias de Saúde dos estados e do DF.

Segunda uma nota técnica divulgada no portal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o grupo de pesquisadores que analisou os números nacionais de infecção por coronavírus detectou uma propagação mais veloz do agente transmissor da covid-19 nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Um nível de propagação muito mais rápido do que se projetava há cerca de 20 dias.

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Essas três cidades atuariam como eixos de disseminação da infecção para outras partes do país. “É possível afirmar com alto grau de segurança que uma segunda onda de crescimento da pandemia já se iniciou em todo o país”, disseram os pesquisadores em nota. O estudo aponta que a proporção de habitantes que tiveram contato com vírus no DF é de 23% do total da população.

GDF vistoria locais para armazenagem

Estão sendo feitas vistorias nas regiões do Distrito Federal para armazenamento adequado do imunizante que será disponibilizado pelo Ministério da Saúde. “Existe a procura por espaço, com muito primor pela Secretaria de Vigilância Sanitária da SES-DF”, relatou o secretário adjunto da Saúde, Petrus Sanchez ao Jornal de Brasília. A vacinação tem de passar pela vigilância epidemiológia da secretaria para definição da logística no recebimento do medicamento, seja por aquisição própria do GDF ou por doações da União.

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“Ainda estão sendo feitas vistorias”, disse Sanchez sobre os espaços de armazenagem. Segundo a pasta, o processo tramita internamente e deve ser publicado nas próximas semanas.

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca apresentaram resultados promissores na fase 3 de testagem do imunizante, com eficácia de 90% na administração de meia dose durante o início do tratamento, e de uma segunda dose depois para completar a imunização. A produção do medicamento será realizada no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

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Ainda falta a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas as previsões da presidência da Fiocruz para iniciar a imunização em todo o Brasil está para até 19 de março. A SES-DF vê a situação com muita expectativa para o DF. “Temos que trabalhar para garantir a qualidade desta vacina e a manutenção para conservar o seu efeito”, comentou o secretário adjunto Petrus Sanchez.

A Anvisa realizou reunião com a empresa AstraZeneca para discutir informações sobre o andamento dos estudos clínicos da Vacina de Oxford, segunda nota divulgada ontem. Nessa reunião, foram discutidos os dados obtidos até o momento. A empresa tem submetido documentos para avaliação do registro da vacina por meio do procedimento de submissão contínua e não definiu prazo para envio do pedido de registro junto à Agência.




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