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GDF continua trabalho de combate aos focos de mosquito da dengue

Ao todo, governo inspecionou 834.449 residências entre janeiro a setembro deste ano

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Camilla Germano
redacao@grupojbr.com

A chuva e o calor são a combinação perfeita para o desenvolvimento do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue e outras doenças. A volta do período chuvoso em Brasília preocupa a Secretária de Saúde (SES/DF) e, por isso, as inspeções em residências foram intensificadas nas últimas semanas. Ao todo, de janeiro a setembro, 834.449 imóveis foram verificados no Distrito Federal — 92 mil inspeções a mais em comparação com o mesmo período em 2018.

A prevenção e controle das doenças também contam com manejo ambiental — retirada de materiais inservíveis dos ambientes residenciais, comerciais e áreas públicas antes de se tornarem criadouros do mosquito. Essa ação acontece em conjunto com vários órgãos do DF como a Secretaria das Cidades, SLU, DF Legal, Corpo de Bombeiros Militar e, em especial, as administrações regionais.

No geral, esses serviços ajudam na localização dos ambientes propícios para proliferação do mosquito e no fornecimento de apoio logístico, como disponibilização de mão de obra e de veículos para remoção do material. Esse serviço é realizado de forma descentralizada pelos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental (Nuval).

Entre janeiro e setembro deste ano, os trabalhos foram intensificados em Santa Maria, Vila Planalto, Granja do Torto, Varjão, São Sebastião, Sobradinho, Taguatinga, Paranoá e Ceilândia. Em Taguatinga, por exemplo, foram 129 notificações de imóveis. Em Ceilândia, 75 ações de manejo, 124 casas abandonadas inspecionadas e três casas de acumuladores tratadas.

Enfrentamento

No final de outubro, a Secretaria de Saúde apresentou o Plano de Enfrentamento das Arboviroses (2020/2023). Ele foi elaborado com objetivo de reduzir o número de mortes provocadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Além disso, o documento pretende aumentar a efetividade das ações e diminuir o tempo de resposta no combate ao mosquito, minimizando as dificuldades decorrentes da sazonalidade e os riscos de epidemia.

O plano é organizado em cinco eixos temáticos: coordenação; assistência; vigilância; apoio logístico; comunicação, mobilização e educação em saúde. A ideia é organizar o espaço e a responsabilidade de cada órgão do DF na rede de enfrentamento do Aedes aegypti.

Os objetivos dessas ações são dobrar de 40 para 80 o número de veículos responsáveis pela aplicação do fumacê, reforçar o efetivo de agentes nas ruas com mais 200 pessoas, usar motos para reforçar pulverização de Ultra Baixo Volume (UBV) e contar com o apoio de 1,5 mil agentes do Corpo de Bombeiros.

Capacitação

A capacitação também tem sido frente de trabalho na Atenção Primária, importante aliada nas notificações e tratamento de casos de doenças transmitidas pelo Aedes, como a dengue. Os profissionais da Estratégia de Saúde da Família estão sendo preparados para atuar em cenários de prática de investigação epidemiológica, visando ao aprimoramento das ações de vigilância, prevenção e controle de arboviroses.

“Investimos também na capacitação de servidores da Vigilância Ambiental. Até agora, foram sete turmas capacitadas, cerca de 280 pessoas. Nas duas últimas semanas de novembro, outros 60 profissionais serão treinados”, destaca Divino Valero, subsecretário de Vigilância à Saúde.

Com informações da Agência Brasília


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