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Cidades

Em meio aos altos preços da carne, brasileiro recorre a consumo de ovos

Em Brasília, quilo do contra-filé chega a R$ 35,99. Exportação de carne para a China tem encarecido o produto

Willian Matos

Publicado

em

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Da redação
redacao@grupojbr.com

A grande demanda da China na carne bovina em todo o Brasil tem deixado os preços salgados para o consumidor. O contra-filé, por exemplo, subiu 10,76% no Distrito Federal. Em um supermercado de Águas Claras, as placas chegam a indicar R$ 35,99 no quilo do corte.

Segundo o professor de Economia da Universidade de Brasília, Roberto Bocaccio Piscitelli, o aumento do preço da carne no Brasil é resultado de fatores internos e externos. “O Brasil é um grande produtor e exportador de carne e houve um aumento do consumo desse produto na China e nos Emirados Árabes, gerando uma maior demanda pela carne e consequente aumento das exportações”, explica. Além disso, a China foi atacada pela peste suína, que fez o país concentrar o consumo ainda mais na carne de boi”, completa Piscitelli.

Foto: Vanessa Lippelt/Jornal de Brasília

De acordo com ele, ainda deve-se levar em conta o incentivo à exportação no Brasil. “É preciso considerar ainda que, no Brasil, há uma preferência para exportar o produto e aproveitar a condição dos preços internacionais, principalmente com a alta recente do dólar”, explicou. “Não há mecanismos reguladores no Brasil para contingenciar a exportação”, completa.

Churrasco no fim de semana

Segundo ele, além das exportações, as festas e confraternizações de fim de ano que se aproximam também interferem no preço da carne. “É tradicional fazer o churrasquinho de fim de ano no Brasil e o mercado interno reflete isso”, explica.

Foto: Divulgação

Consumo de ovos

Com a alta, o brasileiro tem recorrido ao hábito de consumir mais ovos em substituição a carne. Fritos, cozidos, batidos (omelete)…são várias as alternativas para que a proteína tome o espaço do alimento bovino.

O fato de o preço do ovo ser mais baixo, se comparado a proteínas de carne e frango, também conta de forma positiva.

Foto: Reprodução

Ao final de 2019, cada um de nós vai ter comido, em média, 230 deles. O número deve fazer o Brasil alcançar, primeira vez, a média mundial de consumo.


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