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Cidades

DF lidera ranking de teletrabalho e tem 322 mil desempregados

Os dados mostram que, em outubro, 262 mil profissionais atuavam de forma remota na capital

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Mayra Dias
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O teletrabalho, hoje, é a realidade de mais de 200 mil brasilienses, de acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). João Portel Fernandes, de 23 anos, é um dos trabalhadores que, desde o início da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, tiveram que se ajustar a esse novo formato. “Adaptaram todo o trabalho que era feito manualmente por mim para o modelo digital”, afirma o jovem.

Divulgada essa semana, a análise do IBGE que contempla a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostrou que o Distrito Federal registra o maior número de pessoas em teletrabalho quando comparado aos outros estados brasileiros. Os dados mostram que, em outubro, 262 mil profissionais atuavam de forma remota na capital, o que corresponde a 21% do total.

O balanço, que é realizado mensalmente desde maio, reúne dados do comportamento da população de todo o país durante a pandemia. A análise confirma que, desde agosto, período em que houve a liberação de diversas atividades, o índice vem apresentando uma queda. No primeiro mês, o percentual era de 25%. “Agora em dezembro ou janeiro, acredito que já teremos uma previsão relativa de quando vamos poder voltar ao trabalho presencial”, explica João.

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Ainda sobre os dados divulgados na análise, no mês de outubro, 14,5% da população empregada no DF que não foi afastada do trabalho (seja realizando atividade presencial ou remota), afirma ter trabalhado menos que em sua jornada habitual. O número representa 180 mil trabalhadores. “Agora tenho um pouco mais de tempo livre, uma vez que, para trabalhar, basta ligar o computador de casa. Estou trabalhando o mesmo período que quando estava no presencial, mas o número de coisas que eram feitas por mim diminuiu”, conta João Portel. Apenas 5,4% dos empregados afirmaram ter trabalhado mais do que antes da pandemia (67 mil).

Desemprego

Também conforme o levantamento do IBGE, o número total de pessoas desempregadas alcançou 233 mil em outubro, o que, desde maio, representa o maior número registrado (14,9% da força de trabalho).

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Aos 42 anos, Adenilson da Silva Cruz, é uma das pessoas que compõem esse grupo. Sem retorno financeiro de trabalho desde janeiro, ele conta estar se mantendo de doações.

O senhor que costumava trabalhar como ambulante vendendo marmitas, foi proibido, pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis), de continuar atuando até que apresentasse o seu alvará. “Me notificaram e disseram que se me encontrassem lá novamente eu pagaria uma multa, podendo retornar apenas com o alvará. Mas logo em seguida veio a pandemia”, conta o desempregado.

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Desde 2015, Adenilson vendia marmitas em frente ao Hospital Universitário de Brasília (HUB). Quando iniciou seu trabalho como vendedor de ‘’quentinhas’’, ele levava para o local um total de 40 marmitas, cujo custo unitário saía a R$ 5,00, já descontadas despesas como gás, água, luz e a gasolina da moto que transportava o seu “ganha-pão”. Ele as vendia por R$ 10,00. “Só tirava mesmo o mínimo para me manter e pagar o aluguel”, conta.

Quando a pandemia surgiu, no início de março, Adenilson já trabalhava com uma média de 100 marmitas por dia, no Ambulatório 1 do HUB. “Desse total, vendia em média 70 e doava o restante”, explicou o trabalhador.

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Tendo recebido apenas duas parcelas do auxílio emergencial do governo, Adenilson conta que já teve sua luz cortada três vezes desde que foi obrigado a parar de trabalhar, e que está com aluguel e água atrasados. “Me cadastrei no auxílio emergencial do governo mas só recebi duas parcelas. As demais foram bloqueadas e estão retidas lá”, conta o ex ambulante.

Desde o início da pandemia, outubro corresponde ao mês com o maior número de trabalhadores na informalidade no DF, diz a pesquisa. São 384 mil pessoas, correspondendo a 28,8% do total.

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