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Desemprego tem queda, mas aumenta contraste social

Cerca de 4 mil trabalhadores conseguiram colocação e 34 mil postos de trabalho foram abertos

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Foto: Mike Sena/ Cedoc
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Cezar Camilo
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A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada ontem (4) demonstrou que 34 mil postos de trabalho foram ocupados em setembro. Puxados pelo setor de serviços, com aumento de 17 mil postos, e a construção civil com mais 9 mil empregos na área.

A taxa de desemprego total de agosto para setembro caiu em 1,3% – foram 19,1%, e 18,4% respectivamente. Isso corresponde a mais de 4 mil pessoas fora do grupo de desempregados no Distrito Federal em setembro.

O relatório também aponta um aumento no rendimento dos ocupados mais ricos e queda na parte mais pobre do Distrito Federal no mês passado. Entre a faixa dos 50% mais ricos o aumento no foi de 1,2%. Os 50% mais pobres tiveram rendimento de -1,2%.

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Segunda a pesquisa, foram 1,275 milhão de postos de trabalho ocupados em setembro – 34 mil a mais em relação a agosto, com 1,241 milhão.

Um bom indicativo, segundo a análise do gerente de estudo socioeconômicos da Coodeplan, Jusçanio Umbelino de Souza. “Nesse período de transição, com os primeiros resultados positivos, já é possível avaliar o quanto está subindo os trabalhos no setor público e no mercado privado”, disse em entrevista ao Jornal de Brasília.

A pesquisa seleciona mensalmente uma amostra domiciliar de 2 mil e 500 pessoas. Os dados divulgados equivalem a uma média das pesquisas realizadas nos 3 meses anteriores. A média da PED de setembro foi com base em 7 mil e 500 entrevistas realizadas por telefone entre julho, agosto e setembro.

Na gerência da pesquisa, o economista Jusçanio destaca o efeito competitivo no mercado de trabalho durante a retomada das atividades. “É uma característica do mercado que sai de um período de estagnação e retoma seu crescimento. Ele se torna mais seletivo – ou seja, tem muitas pessoas se oferecendo a esse mercado e ele apresenta uma seletividade”, disse o economista durante a apresentação do estudo.

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Segundo o PED, houve queda na assinatura de carteiras de trabalho. Eram 482 mil trabalhadores com carteira assinada em agosto, caiu para 472 mil em setembro – 10 mil a menos comparado ao mês anterior.

O gerente da Coodeplan avalia que o resultado da pesquisa é quantitativo e que a baixa no número de carteiras assinadas pode ser associada ao aumento de autônomos no mercado de trabalho.

Trabalhos autônomos partiram de 209 mil vagas ocupadas em agosto para 225 mil em setembro, um aumento de 16 mil dentre a classe. Tiveram maior aumento de renda dentre os ocupados e assalariados, variação de 6,4% comparado ao mês de agosto.

Em questão de tempo de serviço, o período encurtou na abertura do 2º semestre. A taxa de desemprego após 6 a 12 meses de serviço cresceu – 6,4% para 7,9%, de agosto para setembro. O mesmo para quem passou mais de 1 a 2 anos (5,7% para 6,3%, entre o mesmo período). Houve queda nos demais seguimentos – de 2 anos para cima.

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Mulheres não conseguem trabalho

O gênero masculino representa 35,2% dos inativos em setembro, as mulheres são 64,8%. O percentual de desempregados diminui entre os homens (-0,4) e aumentou entre as mulheres (+0,4).

“Setor da construção civil [com 9 mil novos postos de emprego] deu um salto e emprega majoritariamente mais homens do que mulheres”, disse o gerente de estudo socioeconômicos da Coodeplan, Jusçanio Umbelino de Souza.

Segundo o economista, há uma expectativa positiva para a equidade de empregos por gênero. “Quando o comércio tiver uma reação maio em termos de atividade, em nível de atividade, possa haver uma maior participação feminina nos postos deste mês”, disse Jusçanio.

“A gente vê uma melhora em todos os setores de economia” disse o presidente da Jean Lima, presidente da Codeplan, Jean Lima. “Só ficou estável o índice de inatividade das mulheres, mas os demais seguimentos por renda e raça a gente viu uma queda importante”, destacou ao fim da apresentação dos dados.

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Por posição no domicílio, a pesquisa detectou uma diminuição dentre os autoproclamados responsáveis pela gerencia econômica da casa – de 36,5% em agosto para 36,0% em setembro. A variação é semelhante ao aumento no número dos outros membros da família que estão empregados.

Aumentou o número de empregados negros (1,5) e reduziu o número de não-negros nos postos de trabalho na mesma proporção. A faixa etária entre os 16 e 24 anos continua sendo a mais desempregada no Distrito Federal, com 19,8% de inativos.

O Secretário do Trabalho do Distrito Federal, Thales Mendes Ferreira, comemorou a diminuição dos pedidos de seguro desemprego em setembro/outubro – iguais aos números do ano passado. “A pandemia pode-se dizer que não existiu”, disse Thales ao comparar os níveis baixos de pedidos de saque do FGTS no período.

“Há perspectiva de crescimento do mercado consumidor e diminuição do desemprego em Brasília”, assegurou o Secretaria durante a transmissão online do evento.

Serviço

Postos de trabalho distribuídos entre:

Construção civil
65 mil em agosto para 74 mil em setembro (+9 mil ocupados);

Indústria:
43 mil em agosto para 46 mil em setembro (+3 mil ocupados);

Comércio e Reparação:
218 mil em agosto para 224 mil em setembro (+6 mil ocupados);

Serviços:
897 mil em agosto para 914 em setembro (+17 mil ocupados);

Administração Pública, Defesa e Seguridade Social:
174 mil em agosto para 176 mil em setembro (+2 mil ocupados).




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