O delegado-chefe da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), Plácido Sobrinho, afirmou que vai pedir a prisão preventiva Elizângela Cruz dos Santos Carvalho, 36 anos, mãe do pequeno Miguel Carvalho, de 5 meses, que foi encontrado morto no Lago Paranoá no último domingo (9). Elizângela confirmou para a Polícia Civil que jogou o filho no lago.

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O delegado ainda informou que não sabe se a mulher vai ficar presa, pois o magistrado pode decidir por soltá-la e encaminhar para a família com a recomendação da internação ou até levá-la a um manicômio. “Como não há mais situação em flagrante, faremos a representação para que a Justiça decida qual a melhor medida: recolhê-la à prisão ou decretar seu internamento. Para tanto, estaremos anexando ao pedido o laudo emitido por nossa psicóloga”, ressaltou o delegado.
Plácido ainda explicou que Elizângela foi encontrada graças a uma denúncia feita ao telefone 197, da Polícia Civil, informando que ela estaria em uma região às margens do Lago Paranoá. Com apoio da PM, a mulher foi achada, em cima de uma árvore. Apesar de estar fisicamente bem, apresentava confusão mental e falas desconexas.
“Diante do quadro apresentado por Elizângela, convocamos uma psicóloga forense dos quadros da Policlínica da Polícia Civil, que está acompanhando a oitiva da suspeita juntamente com outro delegado”, destacou o delegado-chefe. Apesar de ter encontrado a pessoa que representa, para a Polícia Civil, o principal elemento das investigações, o caso ainda não está concluído.
“Vamos fazer todas as oitivas, procedimentos, exames e tudo mais o que for necessário a fim de que possamos esclarecer, com certeza, as circunstâncias do fato e a responsabilidade sobre a morte do pequeno Miguel Carvalho”, concluiu o delegado.
Histórico
O caso começou no domingo quando o corpo de Miguel foi encontrado perto da Península dos Ministros na QL 12 por um banhista que estava no local. Ontem, Polícia identificou a criança e a mãe e começou a investigação para entender se havia se jogado junto a criança ou lançou o menino e fugiu. Ela morava com os sogros em Santa Maria e com o outro filho de quatro anos.