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Covid-19: mais de 3 mil pessoas foram testadas no DF nesta terça-feira (21)

Até o fim desta semana, a expectativa é que mais de 100 mil pessoas realizem o procedimento no DF. Ao fim do mês, esperam-se 450 mil exames realizados

Vítor Mendonça

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Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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No feriado desta terça-feira (21/04/2020), 3.196 pessoas participaram das testagens rápidas para a covid-19 no Distrito Federal. A análise em massa da doença, feita em modelo de drive-thru, terá o serviço de atendimento até o dia 30 de maio. Até o fim desta semana, a expectativa é que mais de 100 mil pessoas realizem o procedimento no DF. Ao fim do mês, esperam-se 450 mil exames realizados.

Ao todo, 46 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus neste primeiro dia. No Plano Piloto, foram 929 análises realizadas nos estacionamentos 4, 6, 11 e 13 do Parque da Cidade, tendo 5 resultados positivos — menos de 1% dos exames no local. Outras 933 foram efetuadas no estacionamento do Mané Garrincha, com 2 casos confirmados para a covid-19. Em Águas Claras, 532 testagens se deram na faculdade privada Unieuro, com 6 pessoas contaminadas pela doença; 445 foram feitas na Uniplan, que registrou 20 contagiados, sendo a maior quantidade catalogada. Na Residência Oficial da RA, dos 357 testes, foram identificados 13 infectados.

De acordo com a coordenação do local, há duas formas de procedimento caso haja resultado positivo para o novo coronavírus. Na primeira, quando há quadro de Síndrome Gripal Leve, é recomendado que o infectado mantenha as orientações de isolamento social, mas poderá se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) se preferir. Por outro lado, se houver Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma ambulância encaminha a pessoa para o hospital. Segundo apurou a reportagem, em um dos atendimentos no Mané Garrincha, um homem de 55 anos se encaixou neste segundo quadro e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) o levou para o HRAN, apesar de seu exame ter apontado resultado negativo para a covid-19.

Tempo na fila

A permanência na fila chegou a ser de aproximadamente uma hora para Cristine e José Demócrito Queiroz, de 55 e 72 anos. Ele é aposentado e ela trabalha como fonoaudióloga no HRAN, o que explica a preocupação para a testagem. “Ele fica em casa direto, está dentro do grupo de risco. As compras de casa normalmente sou eu quem faz e sempre de máscara e álcool em gel, mas só saio se for essencial. No hospital o cuidado é maior”, afirmou a servidora de saúde.

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Cristiene Queiroz faz teste para coronavírus no Estádio Mané Garrincha. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Na primeira tenda, onde tiveram o sangue retirado, a avaliação foi a melhor possível. “Atendimento fantástico”, disse Demócrito. Já no segundo posto, onde se recolhe o resultado da testagem, a opinião foi diferente. “Nessa entrega aqui deu problema. É necessário o comprovante de que eu fiz o exame. Vou esperar o papel atestando o resultado”, afirmou o idoso, que havia recebido a resposta apenas pela palavra. Para o alívio do casal, os dois testaram negativo para a doença pandêmica.

Daline e Isabele Castro, mãe e filha, 38 e 20 anos, também atestaram negativo para a doença, um consolo. O motivo para a testagem foram os sintomas de gripe sentidos na última semana. “Durante cinco dias, não sei se por conta da ansiedade, minha garganta começou a ficar seca. No domingo [20] nós duas começamos a sentir falta de ar e febre”, comentou Daline.

Fila para testagem de coronavírus no Estádio Mané Garrincha. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Como as duas acompanham uma reforma de um imóvel em Arniqueiras, as saídas são constantes para lojas de materiais de construção no DF. “Estamos andando Brasília inteira praticamente. Infelizmente não paramos de circular. Mas não vejo muita gente andando com máscara nas ruas, por onde ando”, conta. De acordo com a bacharel em Direito, até o trânsito aumentou nas regiões afastadas do centro. “Antes não tinham engarrafamentos na EPIA, mas, depois que alguns políticos começaram a afrouxar medidas, notei que os congestionamentos aumentaram bastante”, relatou. “Nem parece que estamos em quarentena ou que tem uma pandemia acontecendo ainda. Vamos dormir mais tranquilas depois do resultado, mas vamos continuar usando as máscaras ainda.”

Procedimento

Quem chega à fila com o carro, recebe um documento para anotar os dados pessoais, que serão anexados ao exame a ser realizado. Em seguida, na primeira tenda de atendimento, é feito um pequeno furo na extremidade de um dos dedos da mão – como acontece nas aferições de glicêmicos. O sangue retirado é colocado na placa de testagem. Entre 10 a 15 minutos depois, o resultado é dado em outra tenda, com acesso por meio de outra fila.

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Testes de coronavírus feitos no Estádio Mané Garrincha. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

O exame pode ser realizado novamente por uma mesma pessoa caso sintomas característicos do novo coronavírus surgirem no decorrer dos próximos dias.

Casos no DF

Até o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do DF, os casos confirmados para o novo coronavírus alcançaram a marca de 913 diagnósticos. 14% deste número são profissionais de saúde e cerca de 11% são trabalham na área da segurança pública. Foram registradas 24 mortes.

O Plano Piloto permanece com a maior concentração de casos da covid-19, com 197 confirmados para a doença. Em segundo lugar está Águas Claras, com 88, seguida do Lago Sul, com 65. No entanto, esta última RA é a que mais possui incidência de infectados: são 214,38 a cada 100 mil habitantes. Varjão do Torto e Fercal ainda permanecem sem nenhuma contaminação.

 




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