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Coleta será totalmente seletiva no DF em 2020

Em entrevista ao Jornal de Brasília, diretor do SLU explica mudanças nos serviços relacionados ao lixo urbano

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Catarina Lima
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Até abril de 2020, a coleta seletiva de lixo será estendida a todo o Distrito Federal. A informação é do diretor adjunto do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Gustavo Souto Maior. Hoje, a coleta que separa material orgânico do reciclável é realizada em apenas 52% do DF.

Com assinatura de novos contratos com as empresas Valor Ambiental, Sustentare e a portuguesa Consita para a coleta de lixo, será possível expandir o serviço. “Jogar no aterro sanitário o lixo reciclável é jogar dinheiro fora”, disse Gustavo referindo-se ao material descartado, que poderia ser reaproveitado. O Distrito Federal tem hoje 28 contratos com cooperativas de catadores de lixo.

Economia

Os novos contratos para o recolhimento do lixo no Distrito Federal trouxeram algumas novidades, além da promessa de coleta seletiva. Um fator positivo foi a economia para os cofres públicos. A previsão de gasto quando a licitação teve início em 2017 era de R$ 2,1 bilhões e o contrato foi assinado por R$ 1,7 bilhão, garantindo, assim, uma economia de R$ 400 milhões. Uma das medidas para baratear o gasto é o trabalho noturno dos caminhões.

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Já outras novidades causaram muitas reclamações por parte dos usuários, como o recolhimento do lixo em dias alternados, que foi estendida a todo a cidade a partir do dia 10 de outubro. Antes dessa data, este tipo de coleta ocorria em 65% do DF, hoje o modelo foi expandido a todas as regiões administrativas. “Estendemos a coleta em dias alternados para os 35% da população que contavam com o serviço diário”, explicou Gustavo. Segundo o diretor, embora a medida afete menos da metade dos moradores do Distrito Federal, ela causou muitas reclamações.

“Nos primeiros 15 dias de atuação das novas empresas contratadas as reclamações da nossa ouvidoria aumentaram muito. Agora as coisas estão se normalizando, embora ainda existam ajustes a serem feitos”, disse Gustavo. Além da questão da coleta em dias alternados, as novas empresas assumiram pacotes de localidades em que não estavam acostumadas a trabalhar, o que causou mais problemas. “Os motoristas não conheciam os endereços, nem a dinâmica dos lugares”, explicou o diretor adjunto.

Fiscalização

Gustavo Souto Maior disse, ainda, que os novos contratos para a coleta de lixo permitem a fiscalização dos caminhões por parte do SLU. “Todos os carros terão câmeras que possibilitarão que o serviço seja acompanhado. Assim, as empresas serão fiscalizadas”, garantiu ele. Os serviços a serem prestados pelas prestadoras incluem também mecanização do trabalho de pintura de meios-fios, varrição e instalação de contêineres semienterrados. Hoje já existem cem contêineres semienterrados em uso no Distrito Federal. Eles são colocados em locais de difícil acesso aos caminhões de coleta do lixo, como, por exemplo, algumas localidades do Sol Nascente.




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