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Cidades

CLDF convida secretário de Saúde do DF para explicar mudança na divulgação de óbitos por covid-19

A mudança consiste em colocar no boletim diário da covid-19, divulgado pela SES, apenas as mortes ocorridas nas últimas 24 horas

Catarina Lima

Publicado

em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasilia
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O colégio de líderes da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou a ida do Secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, àquela Casa legislativa para explicar a mudança nos critérios para divulgar as mortes diárias por coronavírus. O deputado Fábio Felix (PSOL) encaminhou à Secretaria de Saúde requerimento de informação pedindo esclarecimentos sobre o ato da SES. O parlamentar pretende, ainda, acionar o Ministério Público do Distrito Federal para que providências sejam tomadas. A nova forma de divulgação teve início na última quarta-feira. A audiência com o Secretário na CLDF deverá acontecer na próxima semana.

A mudança na divulgação dos óbitos por coronavírus consiste em colocar no boletim diário da covid-19, divulgado pela SES, apenas as mortes ocorridas nas últimas 24 horas. Antes eram divulgados no boletim os óbitos notificados naquele dia, mesmo que tendo ocorrido em datas anteriores. O subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, disse que a nova metodologia não significa ocultação de dados, uma vez que as mortes notificadas continuarão no boletim. No entanto, os interessados em conhecer as notificações das últimas 24 horas terão de subtrair os números da tabela diária dos da tabela do dia anterior, tarefa que pode ser difícil para algumas pessoas que acompanham o boletim. Para o Secretário de Saúde, a nova metodologia trará “ clareza” à questão.

“A Secretaria de Saúde esclarece que a síntese diária de óbitos trará as ocorrências do dia, com o detalhamento de informações que já eram divulgadas como sexo, região administrativa de residência, faixa etária e comorbidades”, explicou a Secretaria por meio de nota.

Francisco Araújo disse que o método que era utilizado para divulgar os casos notificados gera desassossego na população. Como exemplo, ele citou o boletim do dia 17 de agosto, última segunda-feira, quando foram registrados 66 mortes, enquanto naquele dia havia ocorrido apenas um óbito. “Cada Estado deve rever a sua metodologia e nós estamos revendo a nossa para que não haja uma intranquilidade na população”, disse o Secretário. O responsável pela Vigilância à Saúde descartou que haja um grande número de subnotificações de casos de coronavírus no DF. “Aqui, apenas 3,9% dos óbitos não são testados por PCR. Esses casos sem confirmação estão sendo analisados de outras formas como por exemplo pela tomografia. A Secretaria Saúde disse que não tem previsão de quando o DF sairá do platô de casos.

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“O que causa desassossego é a própria situação da pandemia e não a divulgação dos óbitos. Em lugar nenhum do mundo a divulgação é feita assim como quer a Secretaria”, reagiu o deputado Fábio Felix. O parlamentar argumentou, ainda, que a medida tomada pelo Secretaria de Saúde lembra a tentativa do governo Federal de não ser transparente na divulgação das mortes por coronavírus.




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