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Cidades

Cinemas: saiba por que ainda não reabriram

Companhias ainda debatem adequação para reabertura

Vítor Mendonça

Publicado

em

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Apesar da liberação por meio de portaria no último dia 2 de setembro, os cinemas presentes na capital ainda não abriram as portas. O Jornal de Brasília entrou em contato com as principais fornecedoras da sétima arte para entender o porquê da volta ainda não ter acontecido. De acordo com companhias e gestores do setor, algumas adequações ainda precisam ser feitas para que haja o retorno de forma segura para o lazer dos clientes.

Quem tinha data definida anteriormente era a rede Kinoplex de cinemas, com as salas marcadas para exibição a partir do dia 10 de setembro – quinta-feira passada. No entanto, a reabertura foi adiada. O motivo, segundo a companhia, está na “parte do decreto local que estabelece um revezamento obrigatório entre fileiras ocupadas e desocupadas dentro das salas”.

“A exigência desse revezamento entre fileiras, somado ao distanciamento entre as pessoas em cada fileira, deixa as salas com uma possibilidade de taxa de ocupação muito baixa. Por isso, o Kinoplex optou por adiar temporariamente a reabertura até que essa exigência seja reavaliada”, informou a empresa por meio de nota. Assim que as portas forem reabertas, adotarão à programação do Festival “De Volta Para o Cinema”, que prevê clássicos e filmes de grande bilheteria, nacionais e internacionais.

A companhia Cinemark, no entanto, optou por ainda não se pronunciar a respeito da reabertura no momento. De acordo com nota enviada à reportagem, a empresa afirmou que “não tem data definida para a reabertura de seus complexos em Brasília”, nas unidades do Píer 21 e Iguatemi. Até o momento, a companhia só reabriu no município de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

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O retorno nas salas de cinema do shopping Liberty Mall também não está prevista. O motivo, de acordo com o estabelecimento, é que “os critérios determinados no decreto do GDF não estabelecem a responsabilidade de controle de entrada sobre portadores de comorbidades”. O documento, entretanto, estabelece que pessoas que as possuam sejam proibidas de entrar nos locais.

Assim, também não há programação prevista caso o retorno seja efetivado. Quanto à possível inclusão dos filmes em cartaz no Festival “De Volta Para o Cinema”, a empresa apenas declarou que “quando houver definição da data de reabertura, discutiremos com os distribuidores de filmes”. O espaço é conhecido por levar gêneros do cinema alternativo/cult.

Cine Brasília

Foto: Agência Brasília

O tradicional cinema da capital federal, Cine Brasília, aberto desde o dia seguinte à inauguração da cidade, em 22 de abril, precisará se renovar para voltar a receber os frequentadores. De acordo com Bartolomeu Rodrigues, chefe da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a não reabertura do local ainda não aconteceu porque a casa está se adaptando às exigências estabelecidas nas alterações do Decreto 40.939.

“Para atender ao decreto, precisamos ter venda de ingressos on-line, mas ainda não temos esse sistema. E isso, para ser adquirido, demora. […] Ainda estamos fazendo um levantamento do que é necessário, mas o Cine Brasília ainda não está preparado ainda para receber público”, afirmou o chefe da pasta. Pela imprevisibilidade de prazo para conseguirem a adaptação, não há, também, previsão para o retorno.

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Além da plataforma de vendas on-line – não existente antes pelo fato de não se tratar de uma rede de cinemas complexa e a bilheteria ser suficiente para a demanda, segundo Bartolomeu -, outro fator é a disposição das poltronas do cinema. “Estamos desenvolvendo um trabalho para ter condições de atender o público com toda a segurança”, completou ele.

Museus

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os museus administrados pela gestão da capital, também apesar de decreto de liberação, em 17 de junho, os locais ainda não estavam preparados para o recebimento de público. Entretanto, o chefe da pasta de Cultura do DF afirmou ao JBr que os locais poderão voltar a funcionar entre a próxima sexta-feira (18) e durante a semana que vem.

“Como somos estado, para fazer compras temos que fazer licitações. Tivemos de esperar todo esse processo e só agora que o material está chegando”, explicou Bartolomeu sobre o tempo de aproximadamente três meses para o retorno de funcionamento dos locais.

Os primeiros mais prováveis ao retorno são o Museu da República e o Espaço Cultural Oscar Niemeyer. “Aproveitamos a pandemia para fazer reformas internas [no Espaço Cultural Oscar Niemeyer] e os equipamentos estão todos conservados”, finalizou o secretário.

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