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Cidades

Cai número de mortes de ciclistas

De acordo com o Detran, até junho deste ano três condutores de bicicletas morreram no DF

Pedro Marra

Publicado

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O número de mortes de ciclistas no Distrito Federal diminuiu neste ano (até junho) em comparação com o mesmo período de 2019, quando 11 pessoas morreram enquanto pedalavam nas vias. Segundo o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), Brasília teve uma queda para três vítimas em 2020.

Quando se fala em acidentes fatais (que envolvem bicicletas e óbitos), foram 12 até junho do ano passado, e quatro no mesmo período de 2020. Desses, dois ocorreram em rodovias distritais e outros dois em rodovias federais: um na Avenida Central de Taguatinga; na rodovia BR 020, em Sobradinho; na DF 290, em Santa Maria; e outro na DF 459, em Ceilândia. O detalhe deste ano é que houve um pedestre atropelado por um ciclista, o que gera a diferença entre ciclistas mortos e acidentes fatais.

No total dos 82 acidentes de trânsito fatais também até junho deste ano, apenas quatro envolveram bicicletas, o que representa 5% de todos os casos. Além disso, os três ciclistas mortos até junho de 2020 eram homens, e eles tinham entre 30 e 44 anos cada. Segundo o Detran-DF, automóvel foi o veículo mais envolvido em acidentes com bicicleta, sendo dois casos. Entre os veículos envolvidos em acidentes fatais com bicicleta, dois foram de choques com automóveis, e um com caminhão. Somente um caso tinha apenas a bicicleta no acidente. No total, quatro bicicletas foram danificadas, segundo o Detran-DF.

Segundo o diretor de Educação de Trânsito Detran-DF, Marcelo Granja, é preciso destacar que há algumas categorias de ciclistas: os que pedalam por lazer, os esportistas, os que usam a bike para ir ao trabalho ou para o uso do próprio trabalho, como os entregadores de aplicativo. Com isso, a frota de veículos diminuiu, mas a de ciclistas não, aponta o especialista.

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“Com a pandemia, tivemos uma redução de frota. Agora estamos com uma circulação normal, como se fosse um período de férias escolares. Chegamos a ter uma redução de quase 65% do fluxo de trânsito no início da pandemia. Mas, mesmo assim, muitas pessoas usam a bicicleta como lazer e até para exercício físico. Para isso, fizemos a sinalização de todas as malhas cicloviárias, também presente nos cruzamentos em via pública”, afirma o diretor.

Bicicletas são veículos

Marcelo destaca a importância dos condutores de automóveis identificarem que “os ciclistas também são veículos. São reflexões que o ciclista também tem que fazer, como: onde está andando; se está em uma rodovia, pedale no acostamento. Sempre buscando sinais claros na bicicleta para ser identificado. E esses dados mostram que o condutor brasiliense está conseguindo perceber o aumento de ciclistas nas vias. Tem essa questão de um fluxo diminuído, mas essas conquistas não se devem só em relação a pandemia”, opina.

O especialista cita o programa do Detran-DF Bike em dia, em que usa uma abordagem de conscientização na ciclofaixa e ciclovia. “Montamos uma tenda e fazemos uma breve revisão da bicicleta, enquanto o ciclista escuta uma palestra curta de 10 minutos. Falamos muito do uso do capacete, o uso da roupa clara, andar sempre no sentido da via, e a importância dos refletivos no pedal e nas rodas traseiras. Quanto mais visibilidade, melhor para o trânsito”, finaliza Marcelo.




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