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Cidades

Após lockdown, população de Ceilândia e Sol Nascente ainda resiste ao uso de máscaras

A falta de conscientização perpassa comerciantes, crianças e adolescentes, além de praticantes de atividades físicas

Vítor Mendonça

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em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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Por mais que o lockdown do comércio local em Sol Nascente e Ceilândia tivesse o intuito de minimizar os impactos da covid-19 em ambas as regiões, mas cidades, porém, a reportagem verificou boa parte da população ainda sem utilizar a máscara, ou utilizando-a de forma indevida, no queixo, onde o acessório não tem eficácia no combate à proliferação da doença.

A falta de conscientização perpassa comerciantes, crianças e adolescentes, além de praticantes de atividades físicas. O não uso do acessório deixa claro que a população das cidade ainda precisam mudar os hábitos. Aqueles que não utilizavam o item normalmente estavam acompanhados de outras pessoas.

Impacto econômico

O comércio não essencial em Ceilândia e Sol Nascente voltou a funcionar após 11 dias fechados. Apesar de ser medida para combater o avanço do novo coronavírus, o abre e fecha do setor nas regiões levanta insegurança para os comerciantes locais, que precisam se dividir entre conservar a saúde e manter as contas em dia.

De acordo com o economista William Baghdassarian, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) o que existe de evidência contra a covid-19 ainda dizem respeito aos hábitos e costumes de uma sociedade. Por isso, segundo ele, tanto para os empresários quanto para a cidade ou o governo local, a condição é de esforço para haver um equilíbrio entre as partes, a fim de garantir saúde, mas também condições financeiras para a manutenção dos negócios particulares.

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“É a solução para evitar o contágio da covid [mudança de hábitos]. Já para o setor econômico algumas empresas conseguem buscar o delivery, mas o mais comum é a empresa não conseguir migrar para esse modelo”, ponderou o economista.

Nas duas cidades, cerca de 15% dos empresários tiveram de encerrar as atividades dos respectivos negócios desde o início da pandemia, segundo a Associação Comercial de Ceilândia (Acic). São pelo menos 4,5 mil empresas fechadas e 20 mil empregos que se desfizeram. A situação que já era delicada, torna-se ainda mais complexa.

É o caso do negócio de Kelvin Araújo, 28 anos, um dos proprietários da academia Iron Health, em Sol Nascente. Aberto em apenas três dias desde o dia 15 de março – dias 7, 8 e 20 de julho -, o nutricionista relata que a expectativa de retorno financeiro é muito baixa devido ao insuficiente fluxo de pessoas que estima receber nos próximos dias.

Kelvin Araújo, um dos proprietários da academia Iron Health, em Sol Nascente. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

“Não sabemos nem onde é o fundo do poço mais”, disse o empresário. “Já estávamos com o caixa zerado e precisamos tirar dinheiro de onde não havia para conseguir reabrir aqui, porque investimos pesado para conseguir cumprir 100% das regras”, afirmou.

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Ontem, apenas seis pessoas foram ao local para se exercitar, quando, normalmente, o número de alunos era de 100. “No Sol Nascente, se já era difícil trazer a pessoa para praticar atividade física na academia, agora então está mais ainda”, comentou.

“Espero que as pessoas tenham consciência de que a atividade física melhora o sistema imunológico e que estamos preparados para recebê-las”, complementou. Kelvin alega que a prática do lockdown especificamente no Sol Nascente é incoerente, uma vez que se trata de “uma cidade dormitório”, isto é, que boa parte dos habitantes trabalha fora da região.




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