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Cidades

Após apurar fraude em cotas raciais, UnB expulsa 15 alunos e cassa dois diplomas

Dois 15 expulsos, oito cursavam direito e medicina. Apurações duraram cerca de três anos

Willian Matos

Publicado

em

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Após identificar fraude no sistema de cotas raciais, a Universidade de Brasília (UnB) decidiu expulsar 15 estudantes e cassar dois diplomas de graduados em Direito. Outros oito alunos, que haviam sido afastados, tiveram créditos anulados.

As investigações começaram em 2017, quando um grupo de ativistas negros e estudantes da própria universidade enviaram uma lista com nomes de supostos fraudadores. A reitora da instituição, Márcia Abrahão, assinou as expulsões, cassações e anulações na segunda-feira (13).

Dos 15 alunos expulsos, oito cursavam direito ou medicina. Veja:

  • quatro estudantes de direito;
  • quatro estudantes de medicina;
  • três estudantes de ciências sociais;
  • um estudante de letras – francês;
  • um estudante de ciência da computação;
  • um estudante de engenharia de software,
  • um estudante de medicina veterinária.

A UnB afirma que, antes das decisões serem tomadas, todos os alunos tiveram direito à ampla defesa e ao contraditório. A instituição coloca à disposição a ouvidoria e as direções dos cursos para novas denúncias de fraude.

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Movimento

Recentemente, um movimento de exposição de casos de fraude tomou as redes sociais. Especialmente no Twitter, alguns perfis postavam fotos de pessoas aparentemente brancas que ingressaram em diversas universidades federais do país pelo sistema de cotas raciais. Entretanto, as instituições não confirmam a relação das expulsões com as postagens destes perfis.

Também na segunda (13), um estudante de 20 anos foi expulso da Universidade de São Paulo (USP) por fraudar as cotas raciais e sociais. Braz Cardoso Neto cursava relações internacionais, tem renda familiar per capita de R$ 1 mil em uma casa com quatro pessoas e usava carro particular para ir às aulas.

O jovem ingressou na USP enviando à comissão avaliadora fotos de pessoas negras que alegou serem seus avós, mas não apresentou dados que comprovassem parentesco. 


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