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Cidades

“A nossa proposta ainda é o isolamento, precisamos do apoio da população”, diz secretário de Saúde

Ele afirmou em entrevista exclusiva ao JBr que, nos próximos dias, o uso das máscaras poderá se tornar obrigatório no Distrito Federal

Aline Rocha

Publicado

em

FRANCISCO ARAUJO
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No início da tarde desta terça-feira (21) em entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília, o secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, disse ser prazeroso participar da equipe da secretaria na capital. Durante a pandemia de coronavírus no Distrito Federal, o secretário disse ficar “inquieto” quando vê “qualquer estrutura que não funcione a altura de que a população precisa” e que está trabalhando para que isso seja garantido. 

“Temos na casa em torno de 100 mil testes, iniciamos hoje e vai até sexta no fim da tarde. No sábado será feita reunião para apresentar o impacto e os locais foram escolhidos pela incidência. Testar em massa não é testar todo mundo, serve para dar segurança à população”, disse o secretário.

“A nossa proposta ainda é o isolamento, procurar ficar em casa, manter a distância se for sair de casa, utilizar álcool em gel e máscaras”, reforçou Araújo. Ele afirmou ao JBr que, nos próximos dias, o uso das máscaras poderá se tornar obrigatório no Distrito Federal.

Todas as decisões tomadas com relação ao coronavírus, o governador tem o cuidado de escutar todas as áreas, acompanhamos tudo de forma muito técnica e científica. Nossos dados sinalizam a necessidade de criamos a cultura de a população usar a máscara”, disse o secretário.

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“A medida que vai aumentando o isolamento, a sociedade vai ficando exausta, pois a rotina de vida mudou drasticamente, por isso, o uso da máscara, nos próximos dias, será incorporado no dia a dia dos brasilienses”, explicou.

O secretário elogia, ainda, os servidores da saúde, que têm se doado diariamente no combate à pandemia. “O maior orgulho da minha vida é trabalhar com essas 35 mil pessoas que tem dado a sua vida para salvar vidas”, ressaltou. Ele disse, ainda, garantir que não faltará EPI para a proteção destes servidores, para que eles estejam sempre protegido. “O que nós fizemos no início foi controlar o estoque e liberar de acordo com a necessidade de cada hospital. O servidor desprotegido também adoece e isso enfraquece o sistema. Nós estamos distribuindo para garantir a proteção dos servidores”, reforçou. Segundo ele, a proteção se dá de acordo com a necessidade

Flexibilização do isolamento

“A flexibilização precisa ser avaliada cautelosamente. Cada cidadão precisa ter cuidado. É preciso respeitar distância e o uso de equipamentos de proteção. O governo tem trabalhado muito para conscientizar a população”, explicou Araújo

Segundo ele, o movimento para achatar o gráfico de casos é manter a situação da mesma maneira. “O nosso trabalho, além de disponibilizar leito, é orientar a população para que o sistema de saúde não entre em colapso. Se depender de mim e da equipe de saúde, entre março, abril, maio e junho, o gráfico não terá um pico que deixe a população em risco altíssimo”, reforçou o secretário.

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“Agora viu-se a importância do sistema público de saúde na população e tem nos ajudado muito. A atenção básica nas unidades de saúde estão funcionando mais e a gente sente isso”, completou.

Comitê científico

No Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de hoje foi publicada a portaria responsável pela criação do Comitê Científico Operacional de Estratégias de Enfrentamento à Covid-19. O comitê tem como objetivo conduzir as estratégias de integração para ações de atenção e vigilância à saúde. 

O grupo é composto pelo subsecretário de Atenção à Saúde, Luciano Agrizzi, que coordena o comitê; o diretor do Laboratório Central (Lacen), Jorge Antônio Chamon; o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage; a subsecretária de Planejamento em Saúde, Christiane Braga, e o chefe da assessoria de Gestão Estratégica e Projetos, Carlos Spezia.

A Secretaria de Saúde atuará em parceria com o Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade de Brasília (UnB), que também fazem parte do comitê.

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