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Cidades

A arte de onde menos se espera

Publicado

em

Vitor Mendonça
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Geralmente, em um órgão público, visitantes recebem uma pequena etiqueta com identificação para circular no interior do local. Ao sair, os pequenos adesivos são devolvidos na portaria ou simplesmente jogados fora. No Supremo Tribunal Federal (STF), esse sistema se diferencia há quatro anos. O vigilante da casa, Joaneison Moreira, 34, viu a oportunidade de transformar as etiquetas em arte.

Joaneison utiliza as etiquetas, jornal velho, papelão e arames para construir suas obras, que estão em exposição até dia 31 de maio na Galeria Foyer Olhos d’Água na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Há quatro anos ele junta as etiquetas que são devolvidas pelos visitantes do órgão. “Eu vi o potencial daquele material sendo desperdiçado; vi que dava pra aproveitar.” Começou então a fazer pequenos objetos a partir do material; as primeiras confecções foram um porta-canetas e uma xícara pequena. A partir daí, percebeu que poderia evoluir as construções e reproduzir monumentos da capital. Em primeiro lugar fez a Torre Digital.

Do Congresso Nacional ao último monumento confeccionado, a Torre de TV, Joaneison difundiu sua arte no trabalho e fora dele. Segundo o vigilante, encomendas começaram a ser feitas por advogados, colegas de trabalho e até mesmo por figuras relevantes no cenário nacional, como o ministro Marco Aurélio, que lhe pediu uma réplica da Estátua da Justiça, símbolo do órgão em que ambos trabalham.

O vigilante acredita que junta cerca de 300 adesivos por dia. “Em dia de sessão chega a 500.” O processo não é feito apenas por ele. Durante a semana recebe a ajuda das colegas de trabalho, que juntam as etiquetas recebidas em um rolo de papel manteiga deixado por ele, de aproximadamente 15 metros.


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