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102 vagas de acolhimento para pessoas em situação de rua são abertas

Para proteger essas pessoas do coronavírus, houve aumento na oferta dos serviços de abrigo social

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As unidades de acolhimento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) abriram 102 vagas, nesta quinta-feira (24), para acolher pessoas em situação de rua. A decisão tem como objetivo amenizar as consequências da pandemia do novo coronavírus e a proteção da população a fim de diminuir o risco de contaminação.

As unidades de acolhimento garantem segurança alimentar e nutricional aos usuários, com refeições diárias, e funcionam como abrigo com lugar para dormir, usar o banheiro (com direito a banho) e lavar roupas. Também são oferecidos espaço de convívio social, cursos técnicos, atendimento médico com apoio das equipes de Consultórios na Rua e orientações sobre a Covid-19.

No total, 140 profissionais do Serviço da Abordagem Social atuam diariamente nas ruas de toda a cidade, até as 22h. Nos últimos quatro dias a equipe efetivou 64 atendimentos, com encaminhamento de 41 pessoas para as unidades de acolhimento.

“Temos 28 equipes que fazem esse primeiro atendimento humanizado, explicam sobre direitos, programas e benefícios sociais. Quem solicitar ir para uma unidade de acolhimento, a equipe providencia o seu transporte em segurança”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

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As equipes da abordagem social também providenciam encaminhamentos psicossociais, que podem ser para um dos centros de atendimento ou para uma das unidades de acolhimento da pasta.

O Serviço de Abordagem Social atende, mensalmente, uma média de 1,8 mil a 2 mil pessoas em situação de rua no DF. São mais de 300 profissionais especializados nesse tipo de atendimento, em ação nos Centros POP, nas unidades de acolhimento, no Serviço Especializado de Abordagem Social e em outros serviços.

Novas vagas

Além das vagas nas unidades de acolhimento da Sedes e nas instituições parceiras, durante a pandemia a Sedes ampliou em mais 105 vagas a capacidade do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Granja das Oliveiras, no Recanto das Emas. E construiu dois alojamentos provisórios no Plano Piloto e em Ceilândia, duas das regiões com o maior número de moradores em situação de rua no DF.

Com capacidade máxima de 200 vagas cada um, os alojamentos provisórios instalados no estacionamento do Estádio Maria de Lourdes Abadia (Abadião), em Ceilândia, e no Autódromo Nelson Piquet, na Asa Norte, foram montados em contêineres que têm camas, armários, banheiros e refeitórios. As unidades também oferecem espaços de lazer e oficinas de profissionalização, além de acompanhamento de saúde e orientação socioassistencial. Desde o início da pandemia, quase 600 pessoas já passaram pelos núcleos de acolhimento temporários.

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Mayara Rocha destaca a importância dos acompanhamentos de saúde e socioassistencial. “No local, os usuários têm acesso a realizar o Cadastro Único para ter acesso aos programas e benefícios sociais. Os profissionais fazem um acompanhamento personalizado de acordo com a realidade de cada um, de forma que eles possam seguir suas vidas com dignidade”, elogia a secretária.

Centros POP

Além das unidades de acolhimento, as pessoas em situação de rua contam ainda com duas unidades do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), em Taguatinga e no Plano Piloto. São atendidas cerca de 500 pessoas em risco social, diariamente, inclusive aos finais de semana. O trabalho dos agentes sociais assegura a reinserção social da população atendida, de forma que ela tenha acesso às outras políticas públicas, como aquelas relativas a saúde e trabalho.

A rotatividade por lá é grande, mas também há frequentadores permanentes. “Trabalhamos o processo de saída dessas pessoas das ruas. Temos desde quem tem família, mas prefere viver nas ruas, àqueles que estão lá porque não têm mesmo onde estar”, explica a subsecretária de Assistência Social do DF, Kariny Veiga.

As unidades especializadas funcionam como ponto de apoio para a população, onde os usuários recebem café da manhã, almoço e lanche. Também têm direito a lavanderia e banheiros e podem guardar pertences pessoais com segurança, além de participar de oficinas de integração e capacitação.

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Nos dois Centros POP, os moradores em situação de rua também recebem acompanhamento psicossocial da equipe técnica, além de provisão de documentação pessoal, e são inscritos no Cadastro Único, que permite o acesso a benefícios e auxílios da assistência social. “É um trabalho feito por cuidadores, assistentes sociais e psicólogos. Cada pessoa que passa por lá vai ter um plano de trabalho diferente”, completa a subsecretária de Assistência Social.

Segurança alimentar

Neste período de pandemia, os 14 Restaurantes Comunitários do DF estão servindo as refeições, gratuitamente, para as pessoas que estão sendo acompanhadas por meio do Serviço de Abordagem Social. O número de marmitas entregues às pessoas em situação de rua saltou de 49, em junho, para 752, em agosto. Um aumento de 1.500% em três meses. No total, foram entregues aos moradores em situação de rua 1.115 quentinhas.

“Houve um aumento na oferta de refeições para essa população porque também houve mais divulgação do serviço nesses três meses, graças ao apoio das equipes de Abordagem Social. Essa é mais uma ação da Sedes para ampliar a segurança alimentar e nutricional voltada para esse público”, ponderou a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional, Karla Lisboa.

De acordo com o levantamento da Sedes, os restaurantes comunitários que mais entregaram marmitas à população em situação de rua no último mês foram o do Gama (273), Santa Maria (256) e Sobradinho (161). Uma lista com os nomes dessas pessoas, que estão inscritas no Sistema Integrado de Desenvolvimento Social (SIDS) da Sedes, foi disponibilizada em cada restaurante.

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Informações da Agência Brasília




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