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Brasília

Violência. Terror durante o feriado no DF

Arquivo Geral

01/03/2017 7h00

Atualizada 28/02/2017 22h39

Assalto que terminou em morte no Sol Nascente é investigado pela 19ª Delegacia de Polícia. Foto: Manoel Lira

Daniel Cardozo
Especial para o Jornal de Brasília

Apesar da segurança reforçada por conta dos blocos de Carnaval, moradores do DF se depararam com a violência mais perto do que imaginavam: em suas casas. Em um roubo a residência, uma mulher foi morta no Sol Nascente, na madrugada de ontem. Dois dias antes, na mesma cidade, uma idosa foi estuprada. No Lago Sul e em Planaltina, bandidos conseguiram invadir casas e levar objetos valiosos, também no feriadão.

Três homens armados invadiram a casa de Carleide Ribeiro Gama, 42 anos, e a mataram com um tiro na cabeça. A filha adolescente da vítima acabou agredida com uma coronhada, e foram roubados pertences da família.

Atropelador se entrega e é liberado

  • O suspeito de ter atropelado duas pessoas com um micro-ônibus da Cootarde, em Santa Maria, se apresentou ontem à polícia. Após prestar depoimento na 20ª DP (Gama), Maicon Pablo Moreira, 21 anos, foi liberado, uma vez que acabou o prazo que configura flagrante.
  • Após oitiva, o delegado incluiu as tipificações de homicídio consumado (um homem morreu), homicídio tentado (uma mulher segue internada), e acidente fatal.
  • Maicon não tem autorização para dirigir. Ele é despachante de veículos da Cootarde, e por vezes auxilia o pai em limpeza nos veículos.

O marido de Carleide relatou à Polícia Civil que a casa havia sido invadida por bandidos há menos de três meses. Na ocasião, os bandidos levaram R$ 2 mil e objetos de valor. Não foi possível fazer a identificação e a polícia não conseguiu prender suspeitos até o fechamento desta edição. A 19ª DP investiga o caso.

O JBr. relatou o caso de uma idosa de 62 anos, estuprada por um homem que pulou o muro de sua casa. Eram 2h de domingo quando o invasor a ameaçou com uma faca no pescoço e cometeu a violência sexual. O agressor foi descrito pela vítima como um homem entre 25 e 30 anos, branco e alto. Ele fugiu do local do crime sem ser visto. Os policiais encontraram objetos revirados no quarto da aposentada.

Na QI 13 do Lago Sul, dois homens entraram em uma casa na segunda-feira de Carnaval. Eles renderam um casal, uma idosa de 80 anos e duas adolescentes de 14 e 17 anos. A menina mais velha foi obrigada a mostrar onde estavam guardados os objetos de valor. A casa conta com sistema de segurança, mas a mãe da adolescente deixou de apertar o botão de pânico por temer pela segurança da filha.

Os bandidos levaram joias, bijuterias, perfumes, computador e 17 relógios, um deles da marca Rolex. Um dos carros da família, um Honda City, foi usado para carregar os objetos. Ninguém foi preso.

Em Planaltina, a polícia prendeu um suspeito de fazer um arrastão e, em seguida, invadir uma casa na Estância I. Depois de ser colocado para fora de casa pelo suspeito, um homem encontrou policiais atendendo uma ocorrência de roubo a pedestres em uma parada de ônibus. Quando chegaram à casa da vítima, os militares encontraram o suspeito colocando objetos que pretendia roubar no carro.

“Festa não atrapalha”

De acordo com a Polícia Militar, o grande efetivo presente nos blocos de Carnaval não atrapalha o trabalho corriqueiro nas regiões administrativas. Os policiais que reforçam a segurança durante a folia são da parte administrativa e também aqueles que optam pelo serviço voluntário remunerado, em dias de folga. “Ainda assim, há casos onde o militar é convocado sem nenhum tipo de compensação. Existe uma cota para o serviço voluntário”, explicou o porta-voz da PM, major Michelo Bueno.

Em feriados, as casas estão mais expostas à ação de bandidos. Para evitar invasões, Bueno aconselha precauções. “Cadeados são facilmente quebrados, até mesmo com pedras. Uma fechadura reforçada pode ser muito mais efetiva. Muros, mesmo que altos, podem impedir que os vizinhos vejam uma invasão. Contato com os vizinhos é fundamental para a troca de informações. Grades não podem proporcionar a subida de bandidos. Além disso, é possível adotar medidas como cerca elétrica, câmeras e monitoramento 24h”, disse.

O efetivo empregado nos eventos não é divulgado pela PM.

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