Durante a entrega de mais 1.633 cartões Vida Melhor, sendo 826 para novos beneficiários, famílias atendidas em programas sociais do governo receberam, nesta quarta-feira (21), em Ceilândia, outra boa notícia. Quem apresentar baixo consumo de água terá a conta paga pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), desde que atenda a alguns pré-requisitos: a família de até quatro pessoas não pode ultrapassar o consumo de 10 metros cúbicos. Acima dessa quantidade de familiares, o gasto pode chegar aos 15 metros cúbicos. Nos dois casos é necessário ser cadastrado no programa Vida Melhor.
Com os cartões distribuídos hoje, o GDF, em parceria com o Governo Federal, passa a atender 23.625 famílias da cidade, um investimento total superior a R$ 4 milhões mensais. “Tem que manter os filhos na escola, para que possam estudar, crescer na vida e, futuramente, não precisar da ajuda de ninguém”, pediu o governador José Roberto Arruda às mães presentes.
Para a dona de casa Elizete Ferreira Lima, 32 anos, residente na QNP 22, no Setor P Sul, desempregada há um mês, o auxílio veio em boa hora. “Esse benefício caiu do céu. Vai me ajudar a manter a mim e aos meninos”, comemorou.
Com dificuldades de locomoção há três anos por causa de uma infecção na medula, Flávia Pereira do Nascimento, 20 anos, também passará a receber o benefício. No caso dela, o Bolsa Social. “Depois de adoecer eu não pude mais trabalhar. Agora, posso ajudar nas minhas despesas”, conta a órfã de mãe, não reconhecida pelo pai. Flávia vive de favor há sete anos na casa de Conceição Maria Valente Oliveira, até então responsável pelas despesas da jovem.
O valor do benefício pode ser sacado em qualquer loja de conveniência do Banco de Brasília e varia entre R$ 130 e R$ 180, de acordo com a quantidade de filhos matriculados na rede pública de ensino. O cartão Vida Melhor reúne benefícios do GDF e do Governo Federal.