1 – Embora público e renda não tivessem sido divulgados, o Gama levou uma boa galera ao seu jogo de estreia na Copa do Brasil-212, contra o Ceará Sporting, no Bezerrão, em 7 de março. A julgar por filas enormes do lado de fora do estádio e das poucas vagas nas arquibancadas. O Gama vinha de vitória sobre o seu maior rival, o Brasiliense, pelo Candangão; o placar eletrônico do estádio fora consertado e o jogo seria mostrado, pela TV, para todo o país. Beleza!
O mais era vencer a “cearançada” e reservar as passagens para um voo a Fortaleza, afim de completar o serviço durante o jogo de volta. Que pena que não combinaram nada com o “Vovô”! Aos 15 e aos 17 minutos do segundo tempo, em duas cobranças de escanteio, Felipe Azevedo foi ao filó e despachou o anfitrião do Copão.
Que vexame de Pereira; Johnny, Pedro Ivo, Edimar e Leleu; Alex, Heber (Marcelo), Juninho e Marquinho (Pablo); Paulo Renê (Formigas) e Kelvin, treinados pelo técnico Augusto César, que foram lateral-esquerdo do Corinthians e do Botafogo – Eduardo Tomaz de Aquino Valadão apitou e Lula Pereira, que gabava-se de ter sido o primeiro treinador negro do Flamengo, comandou o Ceará: Fernando Henrique; Daniel, Marques, Erivelton e Heleno; Apodi, Everton, Bruno (Geovani), Rogerinho (Reina) e Paulo Sérgio; Motta e Felipe Azevedo.
2- O Gama vice-liderava o Grupo 5 do Campeonato Brasileiro da Série D-2011. Em 3 o sábado de setembro e a rapaziada encarava o Tupi, no Estádio Radialista Mário Heleno, em Juiz de Fora-MG. Segurar empate naquela casa com o anfitrião era difícil.
Os gamenses bem que tentaram, com o técnico Adelson Almeida escalando cinco jogadores no meio-de-campo. Se empatassem, manteriam o segundo lugar. Manteriam! Aos 47 minutos, na última bola do jogo, Crys derrubou o “Periquito” do galho, jogando-o para a terceira colocação. Wagner dos Santos Rosa-RJ apitou, 1.830 cidadãos pagaram pra ver e gastaram R$ 13.380,00. O vexame ficou por conta de França; Badhiuga, Índio e Wallace; Hugo, Thompson, Didão, Thallys, Cabrini (Thiago Félix) e Augusto (Davi); Fábio Silva (Daniel).
3- Campeão candango-2011, o Brasilense colocava no saco, também, os canecos de 2004/05/06/07/08/09. Era o time a ser batido. Mas só por aqui, porque, durante o Campeonato Brasileiro da Série C-2011, escorregou feiaço na beringela.
Classificado para compor o Grupo F da segunda fase, o “Jacaré” disputou 18 pontos e só mordeu quatro, diante de Joinville e Chapecoense, ambos catarinenses, e o mineiro Ipatinga. Em 14 de setembro, o “Jaca” foi ao Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé-RJ, perder do time do mesmo nome, por 2 x 1, em jogo que poderia ter obtido a sua vaga antecipada ao quadrangular final, caso tvencesse.
Além de perder e de ter Padovani expulso de campo, ainda jogou para um público “fantasma”: 420 pagantes, uma das menores bilheterias da história da competição. Renda de R$ 1.600,00, que não dava para pagar nem “uma rodada de cerveja” entre amigos. A despedida do “Jacaré” da temporada-2011 foi em 30 de outubro, amargando 0 x 3 da “Chape”, na Arena Condá, a casa do adversário, em prélio sem público e renda divulgados e apitado por Francisco Santos Silva Neto-RS.
Por causa do treinador Alexandre Sanz e dos atletas André Luiz; Cicinho (Jonathan), Moacri, que marcou um gol contra, Raphael e Edinho; Valdo, Diego Tezelli, Ferrugem e Tallys; Elivelto, e Djavan (Diego Lira), o “Jaca” ficou atolado na lagoa da Terceirona.