João Paulo Mariano
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Estudantes do Distrito Federal e de outras unidades federativas passaram pelo crivo do vestibular para tentar entrar na Universidade de Brasília (UnB) nesse fim de semana. Com uma abstenção de 8,38% no primeiro dia, e de 9,42% no segundo, de acordo com o Cebraspe, que organiza o certame, a aplicação das provas foi tranquila e sem incidentes. Ao todo, foram 21.139 inscritos nos testes do sábado e do domingo, em busca de uma vaga na maior universidade pública da região Centro-Oeste.
A vontade de ingressar no curso dos sonhos faz com que jovens saiam de longe e venham para o Planalto Central tentar a sorte na UnB. Foi o caso do piauiense José Ribeiro, 17. Ele chegou a Brasília na sexta e voltou ontem mesmo ao município de Capitão de Campos – que fica a 120 km da capital do estado, Teresina.
Saiba mais
- O resultado final deve ser divulgado no dia 17 de julho, quando será possível consultar a primeira chamada no site www.cespe.unb.br ou nos campi da UnB.
- O vestibular foi aplicado em 22 locais do Plano Piloto, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Planaltina, Sobradinho e Taguatinga. Formosa (GO), Goiânia (GO), Valparaíso (GO) e Uberlândia (MG) também tiveram unidades para que o exame fosse feito.
- O Cebraspe mobilizou mais de 1,8 mil colaboradores no fim de semana para a aplicação das provas.
José está no 3º ano do Ensino Médio e não quis perder tempo na corrida pelo curso mais concorrido deste vestibular: Medicina, com 239,05 inscritos por vaga. “Vale a pena a experiência. Fiz para me desenvolver. A UnB é uma das maiores do País”, ressalta o candidato, que achou a prova de ontem – com questões de Biologia, Física, Química e Matemática – mais complicada que a de sábado – que abordou Língua Estrangeira, Língua Portuguesa e Literatura, Geografia e História, Artes (Cênicas, Visuais e Música), Filosofia e Sociologia e a redação.
Helena Lara, 16, andou bem menos que seu concorrente e também sonha em conseguir uma vaga no vestibular e tornar-se médica. Mas não está muito confiante: “Certeza que não passei. Fui muito mal na prova de hoje (ontem)”. Ela estuda no Colégio Militar de Brasília e diz que continuará a preparação para o (Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Redação
Outra dificuldade apontada pelos alunos foi a redação, aplicada no sábado. O Cebraspe, em geral, pede uma dissertação a ser escrita sobre um tema indicado. Porém, dessa vez, os estudantes tiveram que redigir um artigo para ser publicado na coluna de opinião de um jornal. O início deveria ser a frase “Entre o futuro imaginário e o passado idealizado, o presente”.
Gabriel Cora, 17, surpreendeu-se ao ler o que deveria ser feito para a redação. Ele diz que até já se acostumou a ver essas novidades em provas da universidade. O rapaz afirma que não sabe ao certo como vai ser o resultado, até porque preferiu não esperar o gabarito nos dois dias de prova. “Havia coisas que eu não dava conta de resolver. Não quis ficar tentando e tentando”.