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Brasília

Vergonha

Arquivo Geral

26/10/2016 7h26

Colunistas esportivos que, talvez para segurarem suas fontes, criticam a atitude da polícia; dirigentes esportivos que, talvez para segurarem seus cargos, auxiliam marginais; torcedores (torcedores mesmo)que, talvez por ignorância (ou medo), defendem baderneiros. Este é o infeliz resumo do tumulto ocorrido domingo, no Maracanã, que resultou na detenção de uns 40 vândalos que se dizem torcedores do Corinthians, até agora, no Rio de Janeiro.

Como se pode admitir que um jornalista esportivo (ou policial) defenda atitudes como as ocorridas domingo no Maracanã promovidas pelos baderneiros? Como se pode aceitar que os verdadeiros torcedores, aqueles que comparecem aos estádios com suas famílias, protestem pelo fato de a autoridade pública desejar manter a ordem e sua segurança? Os cartolas… Bem, os cartolas estão mais preocupados com a manutenção de seus cargos, como os nossos políticos, e deles não se pode esperar mesmo nenhuma atitude positiva.

Impressiona ler e ouvir alguns ditos jornalistas esportivos reclamando da ação da PM carioca. Decepciona ler e ouvir alguns torcedores (torcedores, mesmo) protestando contra o que chamaram de arbitrariedade. Não causa surpresa verificar que os cartolas defendem estes marginais, afinal de contas, quando eles (os vândalos) invadiram o centro de treinamento do clube as imagens que permitiriam suas identificações simplesmente sumiram. Para os três casos, apenas uma palavra: vergonha.

Arbitragens

A coluna de segunda-feira abriu com um alerta ao Palmeiras sobre as coincidências favoráveis ao Flamengo nesta reta final do Brasileiro. Houve quem afirmasse que o colunista esqueceu de um pênalti a favor do Sport, contra o Verdão, quando o jogo ainda estava 0 a 0. Não, o colunista não esqueceu. Apenas, na visão do colunista (e de diversos “analistas de arbitragem”), não houve irregularidade no lance. Como também não vi nada errado no pênalti “pedido” pelo Figueirense, contra o Atlético Mineiro. E estou esperando, também, que o presidente do Flamengo mostre no seu celular imagens do impedimento de seus três jogadores no primeiro gol contra o Corinthians, domingo.

Decisão

No Sul, Internacional x Atlético Mineiro. Em Belo Horizonte, Cruzeiro x Grêmio. Dois jogos, quatro equipes, dois estados representados. Começa hoje a semifinal da Copa do Brasil. Se pudéssemos analisar apenas “o momento”, diria que há um leve favoritismo para os times mineiros. O Galo está em terceiro lugar no Brasileiro e vem exibindo um futebol “suficiente” para isso. O Cruzeiro, que andou muito mal, está subindo. Tanto que parece não correr mais riscos de rebaixamento – se bem que este colunista, ontem, fez uma simulação e matematicamente (coisa de 0,0001%) nem quem tem 47 pontos ainda está livre. Os gaúchos vivem momentos distintos: o tricolor ainda sonha com o G-6, mas desde que Renato Portaluppi assumiu a direção do time falou que sua prioridade era a Copa do Brasil; o Colorado ainda quer somar pontos para escapar do Z-4.

Para o Atlético Mineiro, permanecer com chances de conquistar a Copa do Brasil tumultua o projeto Campeonato Brasileiro. No fim de semana, por exemplo, o Galo receberá o Flamengo. Digamos que logo mais o time de Marcelo Oliveira consiga um bom resultado no Beira Rio. Que torcedor dirá não ao treinador se este mandar um time misto a campo para enfrentar o rubro-negro carioca? Ou, o contrário: se perder por 1 a 0, por exemplo. Esquecer a luta pelo título e sonhar um sonho de poucas chances no Brasileiro ou jogar tudo na partida de volta? Complicado… No Colorado a opção deve ser a mesma que levou à classificação diante do Santos: time misto. Não cair continua a ser a maior luta do Internacional este ano. Na partida de Belo Horizonte os dois times jogarão a vida nas duas partidas. O Cruzeiro, como já foi escrito, está praticamente livre do rebaixamento e o troféu serviria para aliviar a barra com a galera. O Grêmio, com poucas chances de entrar no G-6, tem na Copa do Brasil um caminho mais curto e seguro. O que não vai faltar, com certeza, é emoção.

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