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Brasília

Utilidade do VLT volta ao debate

Arquivo Geral

28/04/2011 16h09

Juliana Leão
juliana.borbalins@jornaldebrasilia.com.br

 

A suspensão do contrato para realização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na W3 Sul, em Brasília, e a necessidade do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, em deixá-lo “pronto para os jogos da Copa em 2014” abrem um novo capítulo da discussão sobre a real utilidade do novo meio de transporte público da capital.

A direção do Metrô-DF, por meio de sua assessoria, afirmou que o GDF não sabe quanto foi gasto com a obra desde 2009 até agora e fará um levantamento. A previsão para se concluir o balanço dos gastos é indeterminada.

Enquanto isso, Agnelo vai abrir um novo processo de licitação, apesar da suspensão do contrato. Quanto ao dinheiro repassado pelo governo anterior para a empresa que teve o contrato suspenso, a direção do Metrô ainda não sabe como fará para repor os gastos, nem se o dinheiro será ou não devolvido.

A discussão volta à tona com a anulação pela 7ª Vara da Fazenda Pública do processo licitatório e o contrato firmado entre a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF) e o Consórcio Daclon – Altran/TCBR – Veja Engenharia e Consultoria Ltda, contratado para elaboração dos projetos básicos de engenharia do VLT.

Pessoas que circulam diariamente pela via W3 e comerciantes que atuam no local passam a se perguntar, afinal, qual é a utilidade do VLT para eles?

Pioneiro em Brasília, o comerciante Livalter Couto, 85 anos, acredtia que o VLT pode afastar a clientela, uma vez que será construído sobre o canteiro central, onde, hoje, ficam os estacionamentos. “Se não tiver onde estacionar, como o cliente que vem de carro vai querer vir”, esclarece o lojista, que trabalha há 50 anos no local. Porém, ele acredita que se for criado novos estacionamentos, o VLT vai funcionar como uma forma de atrativo para região.

Gerente de uma farmácia, Veronice da Rocha, 24 anos, concorda com Couto. “A maioria dos meus clientes param aqui em frente, no estacionamento do canteiro, com a construção do VLT vai diminuir o número de pessoas, uma vez que vai ter menos locais para parar o automóvel”, aponta. No entanto, ela reconhece que, para os funcionários, será uma opção melhor, porque eles poderão trocar a distância de descer do metrô no Eixinho e parar em frente ao local de trabalho.

O estudante Bruno Rafael de Moraes, de 21 anos, mora na W3, e acredita que o veículo irá facilitar sua vida. “Eu prefiro usar um VLT do que pegar um ônibus”, comenta. Entretanto, a técnica de enfermagem, Jaqueline Marra, 23 anos, mora no Paranoá e diz que para ela, o novo sistema não fará diferença. “Eu acho que não vai ter serventia nenhuma, nem para mim e nem para a população da região, que geralmente anda de carro”, fala.

A estudante Marcela Mendonça, 18 anos, pergunta: o que é VLT? O vigilante Antônio Ramos, 29 anos, que passa todos os dias em frente às obras, que agora se encontram paradas, está animado com o projeto. “Vai ocorrer uma diminuição  no fluxo de carros. Eu moro em Planaltina e trabalho em Brasília, então eu pretendo pegar o VLT no inicio da W3.

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