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Brasília

Universidades apoiam sistema de cotas da UnB no STF

Arquivo Geral

19/11/2009 0h00

Reitores das UFBA, da UFSCar, da UFPA e da UnB preparam documento que mostra os resultados positivos das ações afirmativas nas universidades. O relatório será entregue ao Supremo Tribunal Federal até 25 de novembro e vai auxiliar os ministros que julgarão o sistema de cotas da UnB até julho do ano que vem. A reserva de vagas foi questionada pelo partido Democratas (DEM) este ano.


O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, diz que essa será a chance de normatizar em todo o país a aplicação das ações afirmativas. “O julgamento no STF servirá para todos os casos. O que for decidido para a UnB, valerá em todas as universidades”, afirma o reitor. Antes da decisão, o Supremo vai promover uma série de audiências públicas para debater a questão. As propostas para as discussões devem ser encaminhadas ao STF até 30 de novembro. As audiências começam em março de 2010.


Os reitores acreditam que, se unirem suas experiências, chegarão a um diagnóstico preciso, com resultados positivos das ações. “Estamos muito otimistas, pois o documento mostrará ao STF que a política de cotas não fere a Constituição”, afirma Targino de Araújo Filho, reitor da Universidade Federal de São Carlos. Ele acredita que ainda há dois aspectos polêmicos a serem debatidos: o desempenho dos cotistas e o suposto acirramento do preconceito racial nas universidades.


“Precisamos nos unir e apresentar argumentos sólidos para que o Supremo se mostre favorável a esse modelo de política”, defende Carlos Edilson de Almeida Maneschy, reitor da Universidade Federal do Pará.


A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) se manifesta favorável à reserva de vagas, embora respeite a autonomia de cada instituição.

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