ENTREVISTA / IGOR TOKARSKI
Adjunto de Relações Institucionais e Sociais da Casa Civil do DF, Igor Tokarski é um pretenso candidato no ano que vem. Pelo PSB, ele concorreu a deputado federal na eleição passada, quando acumulou pouco mais de 7 mil votos. Para 2018, ainda não tem formatados planos concretos, embora reconheça, nesta entrevista, que pleitear um mandato seja um caminho natural. “Uma candidatura, seja ela a deputado federal ou a distrital, para fazer sentido, tem que mostrar soluções, trabalhos e ações que estimulam a democracia participativa”, pontua, para exemplificar que tem estudado experiências que deram certo em outros lugares para propô-las para Brasília.
O seu trabalho de secretário adjunto de Relações Institucionais e Sociais da Casa Civil do GDF passa pelo relacionamento com servidores públicos. O governo atual tem tido dificuldade com relação ao pagamento de salários, reajustes, benefícios etc. Como tem sido mediar esses conflitos?
O governo de Brasília tem mantido os salários de todos os servidores em dia e quitado todas as obrigações com os terceirizados. Ao custo de muito esforço, é bem verdade, e também de muita redução de despesas. Ainda, nos últimos dois anos, pagou mais de R$ 240 milhões em pecúnias. O grande impasse do orçamento está sobre aumentos salariais que foram concedidos pela gestão anterior em um momento em que a crise econômica não se manifestava de maneira intensa como agora e, mais grave, sem analisar as projeções orçamentárias e fiscais. Trabalhar diretamente com as classes e movimentos sociais traz uma sensível aproximação da realidade da população ao nosso dia a dia, mas, ao mesmo tempo, nos demanda maior racionalidade e máxima responsabilidade para que as necessidades não sejam maiores que as possibilidades.
Quais os principais desafios do seu trabalho na pasta e quais os avanços mais importantes?
Todos os setores que atendemos nos demandam um trabalho personalizado de atendimento. Manter o diálogo eficiente e constante com todos é o maior desafio. Seja um agente do setor privado ou uma empresa pública, sejam movimentos sindicais, sociais ou organizações da sociedade civil, cada uma tem demandas muito específicas e funcionamentos muito próprios. São essas características próprias que orientam a maneira como será mantido o relacionamento do governo com as instituições e associações e, ainda, baliza nossas negociações. A parte extremamente gratificante é avançar no diálogo com estes agentes. Mesmo com as especificidades, todo o nosso trabalho de interlocução é orientado pelas possibilidades que o governo tem para cada demanda. E é através do diálogo franco e objetivo que fazemos com que entendam nossas limitações financeiras e jurídicas, para que, dessa forma, as negociações se tornem mais próximas. É com essa aproximação que tornamos possível uma caminhada conjunta rumo a uma Brasília melhor para viver e empreender.
Como tem sido atuar no assessoramento aos trabalhos do governador Rodrigo Rollemberg em tempos de crise política e econômica?
A Secretaria de Relações Institucionais tem por atribuição também a interlocução com o Poder Executivo Federal, Poder Legislativo Federal, os movimentos sociais e as entidades sindicais. Além disso, capitaneamos a gestão executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal. A nossa atuação nesses temas com o governador Rollemberg tem sido carregada de profissionalismo e dedicação, de forma a promover as soluções que a população do Distrito Federal tanto espera. Por anos, o DF conviveu com a falta de planejamento nos temas mais sensíveis à população e, mais ainda, com a falta de responsabilidade nos gastos públicos. O governador Rodrigo Rollemberg é um gestor responsável, transparente e conhece o Distrito Federal a fundo. Nosso dia a dia é executar com a máxima eficiência e criatividade as tarefas que nos cabem, contornando os entraves que a crise financeira nos impõe. O enfrentamento dos problemas requer comprometimento e uma atuação responsável, com foco também no médio e longo prazos. E, nesse sentido, atuar juntamente com o governador nos dá a tranquilidade e a certeza de que as decisões tomadas estão em consonância com o planejamento do futuro da cidade e das próximas gerações.
Quais os seus planos para 2018?
Todo esse trabalho e essa dedicação que realizamos e ainda estamos fazendo junto ao governo de Brasília, deve resultar, sim, e, dentro de um processo natural, por consequência, em uma proposta de candidatura. O ano que vem será muito importante para nossa cidade e há pesquisas que mostram uma possibilidade de renovação, não só de caras, mas também de idéias. Então, uma candidatura, seja ela a deputado federal ou a distrital, para fazer sentido, tem que mostrar soluções, trabalhos e ações que estimulam a democracia participativa. Tenho estudado muito a respeito de projetos que deram certo em outras cidades e ao redor do mundo que possam se encaixar na realidade de Brasília. O adiantamento que isso nos traz, de não começar os processos do zero, é grande e nos poupa não só tempo, mas também muito dinheiro. É o sentimento de melhorar a vida dos brasilienses e oxigenar a vanguarda que Brasília sempre ponteou, seja na qualidade dos serviços públicos, nas artes ou na educação, que me move a buscar as melhores alternativas para o desenvolvimento econômico e social da nossa terra.