
Menos de 24 horas após a abertura da Copa das Confederações, quando o Brasil venceu o Japão por 3 x 0, no Estádio Mané Garrincha, a grande maioria dos turistas já havia deixado a cidade. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Brasília (Abih-DF), o número de hospedados chegou a 80% da lotação disponível na capital, mas por um período relativamente curto. Já os bares e restaurantes tiveram um aumento de 30% no movimento de clientes.
O presidente da Abih-DF, Helder Carneiro, avaliou como positivo o movimento nos hotéis da cidade, mas ressaltou que o público não estava aqui apenas com a finalidade de assistir à partida. “As pessoas começaram a chegar na sexta-feira. O que pudemos perceber é que foram pessoas que estavam mais ligadas ao jogo, como funcionários das comissões técnicas das seleções e parentes de jogadores”, conta.
Bares
Segundo ele, o movimento nos hotéis dobrou, porém não faltaram quartos para quem se hospedou aqui. “Aos fins de semana, a lotação média chega a 40% da capacidade. Com o jogo, esse número foi para 80%. Por isso, as pessoas não ficaram na rua”, afirma ele, que completa: “Foi melhor para a cidade do que para os hotéis”.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do DF (Abrasel-DF), Jaime Recena, o movimento nos estabelecimentos do ramo aumentou em pelo menos 30%. Diferente do que os hotéis de Brasília viveram neste domingo, nos bares e restaurantes do centro da cidade ainda havia turistas. “Ainda há de turistas de ontem (sábado) pela cidade. Inclusive há uma boa lotação de bares e restaurantes”, garantiu.
Os paulistas Valdir Bonfim e Adilson Barbosa reclamaram que no sábado tiveram dificuldade para encontrar, após as 23h, locais abertos para jantar. “Tudo é longe. Apesar da proximidade do hotel com o estádio, se você precisar de um lugar para comer ou de farmácia, tem que procurar um lugar específico que não fica perto”, comentou. E para Adilson, as longas distâncias podem pesar contra o DF.
Autógrafo dos japoneses
Ontem, a Seleção Japonesa e alguns torcedores nipônicos ainda ocupavam o hotel Kubitschek Plaza. A presença dos jogadores atraiu admiradores, que foram à porta do hotel. O jovem francês Fábio Cabanas mora em Brasília há um ano e quatro meses e, com o pai, acompanhou os amigos Oscar e Haroldo de Castro até o local. “Achei bem legal. Queria ver alguns jogadores, como o Honda e Kagawa”, disse. Eles e os irmãos Oscar e Haroldo de Castro ganharam autógrafo de Kagawa, que desceu do quarto para atender aos fãs.
Japoneses também aguardavam que jogadores da seleção da Terra do Sol Nascente descessem dos quartos. Kyoko Kawasaki e os filhos Yuichi, Hayato e Syoei até ficaram com a câmera a postos, mas o movimento de jogadores estava reduzido durante a tarde.