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Turismo além dos monumentos da capital

O Programa Turismo em Ação, da Setur, mapeia pontos turísticos fora do Plano Piloto

Por Catarina Lima 20/06/2021 5h36

Que Brasília é um museu a céu aberto, exposição permanente da genialidade de Niemeyer e Lúcio Costa, todo mundo sabe. Mas um programa da Secretaria de Turismo, o Turismo em Ação, em parceria com as administrações regionais, possibilitará que os pontos turísticos de 32 regiões administrativas da cidade sejam conhecidos e admirados por moradores e visitantes.

O programa Turismo em Ação está identificando em cada uma das regiões os possíveis pontos turísticos, além da estrutura desses locais para receber os visitantes. “O turismo finalmente chegou às regiões administrativas. Desde o início do governo eu comecei a caminhar por todas as cidades para identificar os pontos turísticos e transformar os que já existem em uma rota estruturada e qualificada. Com esse objetivo lançamos o Turismo em Ação”, explica a secretária da pasta, Vanessa Mendonça.

O Turismo em Ação foi lançado no dia 03 de abril, em Planaltina, a região administrativa mais antiga do DF e berço da capital. Planaltina integra a lista de atrações turísticas imperdíveis do DF, mapeadas pela Secretaria de Turismo. Fundada em 1859, a cidade mais antiga da região servia como ponto de passagem para os bandeirantes que percorriam Goiás em busca de ouro e esmeraldas. Em 1892, a região recebeu a visita da expedição Cruls, que realizou os primeiros estudos para a implantação da futura capital federal no Planalto Central. Porém, somente em 1922, foi lançada na localidade a Pedra Fundamental, onde se pretendia construir a futura sede do país.

O Programa Turismo em Ação seguiu para Brazlândia. Não tão antiga quanto Planaltina, a RA foi criada bem antes da capital, em 1933. Além de ser ponto de turismo rural, aventura e ecoturismo, a religiosidade também é um atrativo local, com o Santuário Arquidiocesano do Menino Jesus, o segundo maior templo católico do Brasil.

Além de Planaltina e Brazlândia, Sobradinho, Ceilândia – com destaque para a Casa do Cantador, obra de Niemeyer –, Gama, Lago Sul, Riacho Fundo II e Guará foram regiões administrativas que tiveram seus potenciais turísticos mapeados pelo Turismo em Ação. De acordo com a Secretária de Turismo, além de destacar os pontos turísticos das regiões administrativas, equipes são preparadas para o atendimento ao turista.

“Precisamos fazer com que a nossa população saiba que lá em Brazlândia há a maior basílica da América Latina ou que a Casa do Cantador, em Ceilândia, é obra de Oscar Niemeyer fora do Plano Piloto, por exemplo”, explicou Vanessa Mendonça.

O programa Turismo em Ação conta também com apoio financeiro para os empreendedores que atuam na área, com os benefícios do (Fundo Geral de Turismo) Fugentur. Por meio do Banco de Brasília (BrB) estão disponíveis R$ 521 milhões do Ministério do Turismo para os empresários, por meio de linhas de crédito.

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Um ponto a ser destacado é que o turismo rural cresceu mais de 50% durante a pandemia. Além do turismo ecológico de Brazlândia, o DF conta também com a Festa do Morango, naquela região, a rota do cavalo em Sobradinho e o desenvolvimento da plantação de uvas para abastecer vinícolas locais.






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