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Brasília

Triplo homicídio: Versões que não batem

Arquivo Geral

19/11/2010 7h48

Carlos Carone, enviado especial a Montalvânia (MG)
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Os mistérios envolvendo alguns dos pontos obscuros no crime da 113 Sul, em que foram assassinados o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Guilherme Villela, sua mulher, Maria Carvalho Villela, e a empregada do casal Francisca Nascimento da Silva, começaram a ganhar clareza, ontem à tarde, mas ainda persistem contradições nos depoimentos dos acusados. O sobrinho e suposto comparsa de Leonardo Campos Alves, 44 anos, prestou um depoimento considerado valioso por investigadores da 8ª Delegacia de Polícia (SIA). Paulo Cardoso Santana, 23 anos, contou detalhes sobre o crime que justificariam a dificuldade que os peritos criminais tiveram para encontrar digitais dele e de Leonardo na cena do crime.

 

Em uma sala da delegacia de Montalvânia (MG) – cidade natal dos dois suspeitos –, Paulo  contou que foi convidado por Leonardo para fazer o assalto no apartamento dos Villela. “Naquele dia passamos algum tempo circulando pela quadra até decidir subir até o apartamento. A partir dali começamos a tomar cuidado e eu apertei o botão do elevador usando os cotovelos”, revelou o suspeito, que explicou ter subido de elevador até o quinto andar. Para chegar até ao sexto piso eles usaram as escadas. Leonardo havia dito que não teve qualquer preocupação em evitar deixar as digitais no local do assassinato.

 

Paulo contou que, com a cabeça coberta até a altura dos olhos, com  touca improvisada, ficou com Leonardo à espera da primeira vítima.  “Eu segurei a maçaneta da porta e a empurrei, mas utilizando a minha camisa para envolver a mão e não deixar digitais”, contou. Paulo, porém, manteve a mesma ordem cronológica das mortes que já havia sido narrada por Leonardo Campos. “Primeiro, ficamos esperando o velho (José Guilherme Villela) e, quando ele entrou, empurramos e ele caiu. Ele levou as facadas. Depois foi a vez da mulher e, por último, da empregada”, confessou.

 

Paulo conta que utilizou a faca para fazer um corte abaixo do braço de Maria Villela, já que ela não acreditava que se tratava de um assalto. Ferida e assustada, a vítima mostrou onde estavam escondidos os dólares e as joias que foram levadas pelos suspeitos. Maria Villela acabou agarrada pelas costas e foi esfaqueda na região abdominal por Paulo. Ela também levou facadas frontais, desferidas por Leonardo.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (19) do Jornal de Brasília

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