Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
“Eu não sinto ódio, sinto pena. Sinto pena porque sempre achei que ele fosse doente, e agora ele matou a minha irmã”. O desabafo da auxiliar de cozinha Dijanira Lima Sousa, 36 anos, retrata uma realidade que vem preocupando especialistas do mundo inteiro.
Dijanira perdeu a irmã, que foi assassinada pelo marido que está preso e em tratamento psicológico. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 30% da população é portadora de transtornos mentais. Alguns desses transtornos, se não tratado, podem resultar em tragédias, como a que enfrentou a família da auxiliar de cozinha em 2009.
Na última terça-feira, o cunhado de Dijanira, I.R.L., de 38 anos, foi condenado a 22 anos de prisão pelo crime que confessou ter cometido. Tenente da Polícia Militar e sem antecedentes criminais, I.R.L. disparou cinco tiros contra sua mulher, durante uma crise doentia de ciúmes. Após o crime, ele teria abandonado a casa onde a família morava, levando as duas filhas do casal. Na época, uma das crianças tinha dois anos e a outra sequer havia completado um ano.
Leia mais na edição desta segunda-feira (02) do Jornal de Brasília.