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Brasília

Trânsito da capital mata menos, diz pesquisa

Arquivo Geral

23/12/2016 7h00

Atualizada 22/12/2016 21h20

Acidente na EPTG matou garota em setembro deste ano. Foto: Kleber Lima

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

O Distrito Federal está entre as dez unidades da federação menos violentas no trânsito, conforme a pesquisa “Retrato da Segurança Viária”, encomendada pela Ambev em parceria com Falconi. O levantamento se refere a 2014 e cruza dados de órgãos estaduais e nacionais. Apesar do bom desempenho, o Detran-DF afirma que os dados são ainda melhores e ressalta que, no ano seguinte, os índices da capital progrediram.

Saiba mais

  • Conforme o “Retrato da Segurança Viária”, a região Centro-Oeste, onde está o DF, é que mais registrou óbitos no trânsito em 2014, com 4,7 mil vítimas.
  • Apesar dos bons números do DF, os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram índices altos de violência e elevaram a posição da região.
  • O mês mais violento de 2016 no DF foi maio, quando foram registradas pelo Detran 48 mortes nas ruas e rodovias que cortam a cidade.

A principal divergência se refere à quantidade absoluta de óbitos decorrentes de acidentes em 2014. Segundo o estudo, houve 554 mortes, o equivalente a 19,4 a cada 100 mil habitantes. Para o Detran, no entanto, foram 406 vítimas. “Eles pegam pessoas que sofrem acidente fora do DF, mas são atendidas aqui, e colocam como parte da estatística da cidade”, critica o diretor-geral do órgão, Silvain Fonseca.

A assessoria da Ambev admite que a pesquisa utiliza essa metodologia para compilar os números, mas sustenta que a diferença também pode ocorrer devido à fonte dos dados. O “Retrato” se vale de informações cedidas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre e pelo Departamento Nacional de Trânsito, dentre outros.

Polêmicas à parte, Fonseca revela que, de janeiro a outubro de 2016, foram registrados 26 óbitos a mais em relação ao mesmo período de 2015, totalizando 305. Em 2015 inteiro, foram 331 mortes, o menor número absoluto desde a virada do século. “No último ano tivemos 6,2 mil eventos culturais, religiosos, esportivos e de outros tipos, que tiveram interferência direta no trânsito. Esse ano vamos chegar a mais de nove mil eventos!”, justifica o diretor-geral.

Ele ainda ressalta a dificuldade dos agentes para agir em diversos pontos de Brasília. “(Os eventos) demandam bastante efetivo. E temos que nos preocupar para que não virem acidentes. Então, tem de dividir o pessoal, e isso complica a ação”, defende Fonseca.

Ele destaca o desempenho da fiscalização em 2016. Este ano o órgão bateu recorde de autuações contra motoristas embriagados, com cerca de 15 mil notificações emitidas. Ainda houve a segunda maior quantidade de prisões efetuadas com base na Lei Seca, 2 mil.

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