Menu
Brasília

Trabalhadores fazem ato nacional contra medidas políticas

Colaborador JBr

11/11/2016 16h19

Foto: Hugo Barreto

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@jornaldebrasilia.com.br 

No Dia Nacional de Greve, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), diversas categorias paralisaram as atividades nesta sexta-feira (11). As manifestações são para repudiar  a PEC 55 – antiga PEC 241, que limita os investimentos públicos -, a reforma do ensino médio e a reforma na previdência social. Além de pautas nacionais, os manifestantes protestaram contra a política adotada pelo governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg.

Com as paralisações vieram os engarrafamentos e confusões. Motoristas dos ônibus pararam das 4h até as 9h, deixando o trânsito bastante complicado. Estudantes e servidores da educação também aderiram ao movimento e fecharam a N1 em protesto, por volta das 12h.

Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 450 estudantes e professores participaram do ato. Eles se reuniram no Museu da República, por volta das 9h, seguiram para o Ministério da Educação e, depois, foram juntos até a Rodoviária do Plano Piloto, onde entoaram gritos de guerra.

De acordo com o presidente do Partido dos Trabalhadores do DF, Roberto Policarpo, o intuito é despertar o interesse da população para as pautas que eles defendem. “A questão não é atrapalhar o povo, mas sim chamar a atenção do povo. Tanto que faz uma atividade rápida, chama a atenção, e depois termina com a saída das pessoas”, esclarece.

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus), Elcimara Souza, estava presente no protesto.  “Esse ato é unificado que foi construído pelos setores da educação e movimento estudantil do DF e entorno. Aqui tem a presença dos estudantes que ocuparam as escolas”, explica.

Segundo Elcimara, existe uma previsão de um novo ato no dia 25 de novembro, mas ainda está em processo de debate.

Banco do Brasil

Logo cedo, cerca de 2.500 servidores do Banco do Brasil foram surpreendidos com a presença do Sindicato dos Bancários. Lá, o sindicato inibiu a entrada dos funcionários até que o discurso terminasse. Segundo informações de uma trabalhadora, o sindicato não avisou sobre a mobilização para pegar os colaboradores de surpresa.

Hospitais públicos

Os vigilantes de serviços de saúde também pararam, nesta sexta-feira (11), em reivindicação ao atraso dos pagamentos. Porém, em nota, a Secretaria de Saúde informou que já realizou o pagamento às empresas de vigilância e que o serviço está sendo normalizado.

Durante a paralisação, as superintendências regionais de saúde adotaram medidas específicas. No Hospital de Taguatinga, por exemplo, as visitas foram suspensas. Já no Hospital de Base, o controle de entrada e saída ficou por conta dos servidores de portaria. O atendimento segue normal.

Saiba mais

Funcionários do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), DFTrans, Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e Secretaria de Agricultura também não funcionaram. Entre as reivindicações estão a reforma no Ensino Médio e na previdência e o congelamento dos gastos públicos.

Versão oficial

Com o intuito de manter o diálogo constante com as categorias, o governo de Brasília tem recebido os sindicatos para tratar das diversas demandas que não geram impacto financeiro. Nesse sentido, a Subsecretaria de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor, da Casa Civil, esclarece que a última reunião com o sindicato dos professores foi na semana passada e tem avançado nas negociações.

Da mesma forma, ocorreu no início desta semana (8/11) com os auxiliares e técnicos em enfermagem. Um dos aspectos em negociação com o Sindate é o envio de projeto de lei à Câmara Legislativa para alterar a nomenclatura do cargo de auxiliar para técnico em enfermagem.

O governo de Brasília reafirma o anúncio feito em 07 de outubro que, devido à recessão econômica em que o país se encontra e o cenário financeiro do Distrito Federal, não é possível pagar os aumentos aprovados na gestão anterior a 32 categorias, sem previsão orçamentária, e que provocariam um impacto anual de R$ 1,5 bilhão. Esse reajuste comprometeria o pagamento da folha de pessoal em dia, que é uma prioridade da atual gestão.

Além disso, a equipe de Governança vai se reunir com os sindicatos novamente em 17 de novembro para apresentar o balanço financeiro das contas do governo. A ideia é que esses encontros sejam periódicos para que os sindicatos possam acompanhar a situação econômica e as medidas que vem sendo adotadas pelo governo de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado