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Brasília

Torneio de futebol desperta adolescentes para uma nova vida

Arquivo Geral

28/01/2010 0h00

A final do 1° Torneio de Futebol de Campo das Unidades Socioeducativas do Distrito Federal, promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus), por meio da Subsecretaria de Justiça (Subjus), foi realizada na manhã desta quarta-feira (27), no Estádio Mané Garrincha. 

A primeira colocação foi disputada entre os times do Ciago (Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras) e do Caje I (Centro de Atendimento Juvenil Especializado I). Este último venceu a partida por 3×2 tornando o líder do torneio. Entretanto, os 90 jogadores que participaram do torneio foram campeões.

 De acordo com o Diretor de Reinserção Social da Subjus, Daniel Constantino, a intenção de fazer o torneio no Estágio do Mané Garrincha foi dar incentivo aos adolescentes. “Conseguimos objetivos maiores do que esperavamos. A disciplina e o convívio entre eles melhorou bastante com o torneio”, afirmou Daniel.

Novas expectativas

Os jovens também não escondiam a ansiedade de jogar pensando nos olhos atentos do Agente de Jogadores da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rommell Cesar, que acompanhou todo o torneio com o propósito de selecionar os mais habilidosos no esporte e apresentá-los aos times profissionais de Brasília. Dessa forma, ele pretende ampliar as oportunidades de ressocialização dos adolescentes. “Estou confiante e acredito que encontrei um bom atleta”, disse Rommell. 

Os familiares também não escondiam o orgulho e a alegria durante a partida. Para o adolescente M.S. de 18 anos, destaque do torneio como maior artilheiro, o campeonato mudou sua visão de vida. “O futebol compensa mais que o crime, por isso, penso em investir no esporte para ter um futuro melhor”, acredita. 

“Ser jogador mudou minha vida. Quero deixar o mundo das drogas no passado e ganhar muitos troféus”, prometeu o atleta. “Minha família acredita em mim e me ajuda a correr atrás do meu sonho. Tenho força de vontade e sei que vou ser campeão”, declara A.J., de 17 anos, que defendeu o Ciago. Ele é acompanhado de perto pelo técnico do time, Helio Alcântara, que considera o futebol um instrumento de muitas mudanças. “O esporte tem incentivado os meninos a repensarem em suas atitudes e é uma paixão geral”, diz o técnico.

O evento foi finalizado com uma apresentação da banda de percussão Batalá, formada exclusivamente por mulheres.

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