Gabriella Bontempo
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Construído para fazer ligações locais e interestaduais o Terminal Rodoviário de Taguatinga Norte, localizado na QNL 9, está entregue à violência, traças e drogas. A estrutura de três décadas está condenada. Na parte superior não tem alambrado de proteção e as salas que lá existiam viraram abrigo para moradores de rua. No local, a fiação está exposta e até a mangueira contra incêndio desapareceu. No banheiro masculino, dos seis espaços, cinco estão lacrados e no teto há gambiarras hidráulicas e infiltração.
A comerciante Maria José Araújo, 47 anos, precisou reduzir o tempo em que a lanchonete fica aberta para evitar que bandidos invadam o espaço. “Antigamente, eu fechava às 22h, hoje não posso mais fazer isso, porque minhas filhas trabalham aqui e essas pessoas ficam ameaçando e mexendo. Aqui está cada vez pior, principalmente à noite, período em que eles ficam acordados”, contou.
Segundo ela, o prejuízo é grande. “Estamos jogados ao descaso. Pessoas de todas as idades estão aqui, usando drogas e se prostituindo. Ficar uma hora no terminal já representa perigo. Eles levam mala e dinheiro de quem estiver despercebido. Estou aqui há cinco anos e nunca tive tantos problemas como tenho agora”, assegura.
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