Na próxima segunda-feira (20), a partir das 8h30, o 1º Tribunal do Júri de Ceilândia leva a julgamento Paulo Fernandes de Farias, sob a acusação do homicídio de Franklin Cardoso de Sousa. O motivo do crime, de acordo com denúncia oferecida pelo MP, seria o desejo de vingar o irmão Alex Farias, que teria sido morto por Daniel, filho da vítima. Em juízo, o acusado declarou que Alex foi assassinado depois que seu cunhado Lúcio matou o irmão de Daniel, conhecido como Pirulito.
Conforme explicou o acusado no decorrer do processo, existe um desentendimento entre as duas famílias que perdura há mais de dez anos. Tudo teria começado quando o cunhado de Paulo vendeu uma moto a um filho de Franklin. A venda teria apresentado problemas e acabado em um desentendimento que levou Lúcio a matar o filho da vítima, conhecido como Pirulito. Em um segundo momento, Daniel, outro filho de Franklin, teria assassinado Alex, irmão de Paulo. Agora, Paulo responde pela morte de Franklin, pai de Daniel e de Pirulito.
A peça acusatória narra que, no dia 17 de março de 2010, por volta das 12h50, em via pública da QNM 4 de Ceilândia, Paulo teria atirado três vezes contra a vítima, levando-a à morte. Em interrogatório, o acusado alega que avistou Franklin ao lado de um poste na rua em que morava e que teria ido conversar com ele a respeito das perseguições a sua família. Ao se aproximar, a vítima teria colocado a mão na cintura, como se fosse puxar uma arma, o que o teria levado a atirar para se defender.
Para o MP, Paulo deve responder por homicídio qualificado por motivo torpe (art. 121, § 2º, inciso I do CP) e também por posse ilegal de arma de fogo (art.16, caput, da Lei 10.826/03). Consta do processo que foi encontrada, debaixo de sua cama, uma pistola marca Taurus, dois cerregadores e mais de trinta munições. Paulo teria confessado que o revólver era seu e que comprara na “feira do rolo”. De acordo com laudo de exame de confronto balístico, a arma apreendida teria sido a mesma utilizada para matar Franklin.