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Brasília

“Tenho medo que minhas filhas tenham o mesmo destino dela”, diz mãe de suspeito de matar criança

Arquivo Geral

29/06/2018 14h24

Tainá Morais

Tainá Morais
redacao@grupojbr.com

A mãe do adolescente de 17 anos, apreendido por suspeita de envolvimento no assassinato da pequena Maria Eduarda Rodrigues do Amorim, foi até a 24ª Delegacia de Polícia, na noite dessa quinta-feira (28),  e desabafou sobre o comportamento do filho. Desesperada, a mulher, que acabou de dar à luz gêmeas, disse que “não tem mais controle” sobre o jovem e revelou temer que as filhas “tenham o mesmo destino de Maria Eduarda, devido ao histórico do irmão”.

R.A.S. foi surpreendido por policiais, na tarde de ontem, no momento em que saía da casa da mãe, na QNO 17, em Ceilândia. Na ocasião, ele portava uma pistola de calibre 765, com munições. Segundo investigações, o rapaz é líder da ‘Gangue 17 do Mal’ e um dos ocupantes do carro de onde partiram os disparos que atingiram a criança. Esta é a segunda vez que o menor é apreendido, em menos de dois meses.

“De roubo a homicídio, os integrantes desta quadrilha cometiam atos infracionais há mais de uma década”, revelou o delegado da 24ª DP, Ricardo Viana.  O próprio R.A.S., segundo Viana,  o rapaz tem diversas passagens pela polícia. A maioria delas por crime contra a vida, como homicídio e latrocínio.

Investigação

Ainda de acordo com o delegado, a corporação chegou até R.A.S. por meio de testemunhas e monitoramento da casa do adolescente. “Muitas pessoas viram ele entrando na rua da vítima na hora do crime. Além disso, pegamos algumas mensagens  em que os envolvidos se provocavam várias vezes, via aplicativo de mensagens Messenger”, afirma.

Na última semana, a Justiça já havia expedido um mandado de busca e apreensão por ato infracional análogo ao crime de homicídio contra o menor. Ele, porém, nega todas as acusações.

Há cerca de um mês, outros três adolescentes de 16 e 17 anos foram apreendidos suspeitos de envolvimento no crime. Dois deles eram fugitivos do sistema socioeducativo. Agora, o delegado garante que a investigação chegou ao fim. “Nós já temos certeza de que eles foram os responsáveis por matar Maria Eduarda. Essa investigação foi concluída ontem, com a apreensão de R.A.S.”, conclui o delegado.

 

Divulgação/PCDF

Relembre o caso

A pequena Maria Eduarda Rodrigues de Amorim, de seis anos, foi morta no Conjunto 36F da QNO 18, em Ceilândia, na noite de 21 de maio. Ela passava o dia na casa do tio, Gerson Barbosa Lins, 39 anos, técnico de ar-condicionado, e foi encontrada por ele no corredor da casa, ferida na cabeça e no tórax. Os disparos teriam partido de um carro preto e os tiros teriam sido direcionados ao irmão da menina, atingido na perna.

De acordo com a Polícia Militar, testemunhas viram os atiradores fugirem no veículo após o atentado e as vítimas foram levadas ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), porém, a criança não resistiu.

O tio da vítima ainda conseguiu ver o carro de onde partiram os tiros. “Um Voyage preto. Atiraram e foram embora. O tiro foi pro meu sobrinho e ela, que não tinha nada a ver, morreu”, lamentou.

Reprodução

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