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Israel volta a atacar o Líbano, e Hezbollah lança foguetes em sua maior ação desde início da guerra

Governo do Líbano informou que um ataque israelense no sul do país matou oito pessoas nesta quarta

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 18h19

ataque de israel no libano

Último ataque aéreo de Israel em Toura, no sul do Líbano, em 6 de novembro de 2025 Foto: Mahmoud Zayyat/AFP

FOLHAPRESS

O Exército de Israel afirmou nesta quarta (11) ter lançado uma nova onda de ataques contra alvos do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute e prometeu agir com “grande força” na área. As forças afirmaram ter iniciado uma operação contra a infraestrutura do grupo extremista em Dahiyeh, onde a milícia apoiada pelo Irã exerce influência.

Em um comunicado, o porta-voz militar Avichay Adraee disse que as forças israelenses “em breve agirão com grande força contra as instalações, interesses e capacidades militares do Hezbollah” na área, após relatos de disparos de foguetes do Hezbollah em direção a Israel “nas últimas horas”.

Uma série de ataques atingiu o sul de Beirute na tarde desta quarta (noite no horário local), segundo correspondentes da agência de notícias AFP e da mídia estatal. Jornalistas relataram ter ouvido explosões por toda a cidade, enquanto imagens mostraram grandes explosões e fumaça cobrindo a área. A Agência Nacional de Notícias, organização estatal local, relatou pelo menos “seis ataques pesados” no sul da capital.

O Hezbollah, em contrapartida, afirmou ter lançado dezenas de foguetes contra Israel como parte da maior operação desde o início do conflito atual. Em comunicado, o grupo afirmou que, “em resposta à agressão criminosa contra dezenas de cidades e vilas libanesas e os subúrbios do sul de Beirute”, seus combatentes alvejaram alvos no norte de Israel.

O governo do Líbano informou que um ataque israelense no sul do país matou oito pessoas nesta quarta.

Segundo a mídia estatal, a operação teve como alvo um prédio que abrigava famílias desalojadas.

“O ataque israelense à cidade de Tibnin, no distrito de Bint Jbeil, resultou em um balanço inicial de oito mortos”, disse um comunicado do Ministério da Saúde. Em paralelo, a Agência Nacional de Notícias afirmou que o número de vítimas inclui cinco membros de uma mesma família.

A guerra entre Israel e Hezbollah já deixou ao menos 634 mortos no Líbano em dez dias –incluindo 91 mulheres e 47 crianças– e 1.586 feridos, anunciou o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine.

O número total de deslocados internos registrados junto às autoridades chegou a 816 mil, dos quais 126 mil estão abrigados em centros de acolhimento, afirmou a ministra de Assuntos Sociais, Haneen Sayed, na mesma entrevista coletiva.

Ainda nesta quarta, cerca de vinte países que apoiam a força de paz da ONU no Líbano, juntamente com a subsecretária-geral da organização, Rosemary DiCarlo, apelaram para uma trégua entre Hezbollah e Israel. “Uma desescalada imediata e a cessação da violência são imperativas”, instou DiCarlo durante uma reunião do Conselho de Segurança convocada pela França e apoiada por outras nações.

DiCarlo apelou ao Hezbollah para que “cesse os seus ataques contra Israel” e “coopere” com o governo libanês, e a Israel para que “acabe com sua campanha militar no Líbano e retire as suas forças do território libanês”.

Em nome de ao menos 24 países —entre eles, França, Alemanha, Portugal, Índia, Coreia do Sul e Espanha—, o embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont, instou Israel a “se abster de quaisquer ataques contra infraestruturas civis e áreas densamente povoadas e a respeitar a soberania e a integridade territorial do Líbano”. Os Estados ainda condenaram “a decisão irresponsável do Hezbollah de se juntar aos ataques iranianos contra Israel”.

O grupo libanês entrou na guerra em apoio ao regime iraniano, atacado pelos Estados Unidos e Israel no início deste mês. Donald Trump e Binyamin Netnayahu, presidente americano e premiê israelense, justificam os ataques ao Irã como uma forma de desmantelar o programa nuclear e promover uma mudança de governo no país persa. O líder supremo iraniano Ali Khamenei foi morto nos ataques e, dias depois, seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu a liderança do país.

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