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Brasília

Teatro leva o encanto do Natal a pacientes em Ceilândia

Arquivo Geral

24/12/2009 0h00

Gestos simples que significam muito. Pessoas comuns dão exemplos de solidariedade e amor ao próximo, seguindo à risca os ensinamentos de Cristo. Ontem, o dia foi marcado por ações sociais isoladas de quem acredita em um mundo diferente. O palhaço Psiu e  integrantes do grupo de teatro Um Ato  fizeram nascer a alegria de onde antes existia dor e desencanto. O espírito natalino tocou o coração  daqueles que ainda não o conheciam.


Foi o que aconteceu com a pequena Marina, de 1 ano e dois meses, ao ganhar seu primeiro presente de Natal. “Ela não entende direito o que é Papai Noel, Natal, só sabe que é uma bonequinha e quer brincar com ela”, conta a mãe, Cleidiane Sílvia de Jesus, 20 anos.


Mãe e filha passavam mais um dia na rua, tentando ganhar dinheiro para sobreviver, quando foram surpreendidas por um palhaço diferente, com uma moto nada convencional. O homem é Genilson Francisco Lopes. A idade? A mesma de Cristo: 33 anos. Psiu arrecadou 350 presentes entre brinquedos e roupas para distribuir àqueles que vivem à margem da sociedade e que, certamente, na noite de hoje  não contarão com uma mesa farta e uma árvore iluminada com dezenas de embrulhos embaixo, assim como foi o Natal para  ele durante muitos anos.


“Para mim, que sei como essas crianças se sentem e o que querem ganhar, é uma satisfação muito grande poder entregar esses presentes”, conta. Antes de levar alegria para as pessoas, Genilson passou por momentos tristes. Quando tinha 3 anos de idade, ele  e seus cinco irmãos foram deixados  pela mãe em um orfanato, do qual  saiu 15 anos depois, com 18. Desde então, a vida do palhaço Psiu é doar alegria e esperança às pessoas.


Animado, o palhaço já faz planos para o Natal do ano que vem. “Vou começar a arrecadar brinquedos desde julho. Quero chegar a cinco mil presentes”, almeja. Ontem, Psiu e sua moto levaram roupas e brinquedos para moradores de rua da Asa Norte, Asa Sul, Rodoviária do Plano Piloto e Guará. “Quem sabe em 2010 eu consiga doar em todas as cidades do Distrito Federal?” A gente fica na torcida.  


Leia mais na edição de hoje (quinta-feira) do Jornal de Brasília

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