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Taxa de transmissão preocupa

Aumento de contaminações acende alerta do CRM-DF, que pede maior cuidado à população. O valor 1 é considerado a taxa que indica estabilidade

Foto: Agência Brasil

Pelo terceiro dia seguido, o Distrito Federal manteve uma taxa de transmissão da covid-19 equivalente ou acima de 1. Mesmo não se tratando do único critério para política pública de contenção da pandemia, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) alerta que, a longo prazo, o DF pode sofrer consequências caso a taxa não volte a cair, e que a população não deve ainda abaixar a guarda ao lidar com a doença.

O valor 1 é considerado a taxa que indica estabilidade na transmissão da doença: o número de casos tende a permanecer o mesmo ao longo dos dias. Valores abaixo indicam tendência de queda, e acima, tendência de aumento no número de infecções.

No caso do Distrito Federal, a taxa permaneceu oscilando pouco acima de 0,9 ao longo das últimas semanas, até atingir 1 na última segunda-feira; 1,1 na terça-feira passada e 1,2 ontem.

De acordo com Farid Buitrago, presidente do CRM-DF, esse aumento não trará efeitos a curto prazo. Mas se essa taxa não for contida, as consequências tornam-se perceptíveis a longo prazo. “Isso representa um aumento no número de casos, o que pode resultar em aumento na demanda por leitos hospitalares, levando à sobrecarga dos serviços de saúde”, explica.

União de todos

Buitrago reforça que o combate a essa taxa requer um esforço coletivo na adoção de medidas de biossegurança.
“O mais importante é que a população continue adotando as medidas de prevenção. Respeitar o distanciamento social, evitar aglomerações, adotar medidas de higiene e fazer uso de máscaras. Além disso, quando chegar sua vez de vacinar, se vacine, é o mais importante. Pode ser com qualquer vacina, mas que vá se vacinar”, declara o presidente do Conselho Regional de Medicina.

Sem planejamento de aumentar restrições

Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informa que “todas as decisões de flexibilização de medidas restritivas são tomadas levando em consideração o cenário da pandemia sob vários aspectos e não apenas um indicador isolado.”

Os principais indicadores, além da taxa de transmissibilidade do novo coronavírus, são a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a média móvel de novos casos da covid-19 na capital do país.

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Apesar da taxa de transmissibilidade acima do ideal, os demais indicadores estão positivos no Distrito Federal desde que se iniciou a campanha de vacinação.

No horário de fechamento da edição, a taxa de ocupação de leitos de UTI e UCI da rede pública do DF se encontrava em 47,6%, valor considerado ainda muito abaixo do considerado como sobrecarga, que é a partir de 90%. A média móvel de casos também está em movimento de queda, atualmente em 615,3 infecções por dia para os últimos 7 dias.

Demais dados

Em valores absolutos, o Distrito Federal manteve no último Boletim Informativo da Secretaria de Saúde a mesma quantidade de notificações de morte por covid-19, com 16 óbitos, um deles tendo ocorrido no mesmo dia.
Ao todo, foram 9.677 mortes pela doença no Distrito Federal. Foram também confirmados 633 novos casos, totalizando 452.527 desde o início quando a pandemia chegou à capital.

Sobradinho I é hoje a cidade com maior incidência para cada 100mil habitantes, mas a Região Admnistrativa de Ceilândia ocupa o topo em valores absolutos.

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Lago Sul, Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal e Taguatinga são as cidades seguintes em proporção de incidência. Já as menores taxas de incidência se encontram no Sia, Sobradinho II, Riacho Fundo II, Itapoã e Fercal.






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